O ator Juliano Cazarré voltou ao centro de críticas após a circulação de um vídeo em que faz declarações sobre a presença masculina nas igrejas e associa a prática da oração, quando vista apenas em mulheres da família, à ideia de “coisa de mulher”. O caso repercutiu nos últimos dias, em meio à divulgação do evento O Farol e a Forja, marcado para 24, 25 e 26 de julho, na Uni Ítalo, em São Paulo. De acordo com informações do DCM, a fala resgatada gerou reações de colegas de profissão e ampliou a controvérsia em torno do ator.
No vídeo, Cazarré defende maior participação de homens em práticas religiosas, como a missa e o terço, e sustenta que filhos homens tenderiam a rezar ao ver o pai ajoelhado. Na sequência, afirma que, se a criança visse apenas a mãe ou a avó rezando, poderia concluir que isso seria “coisa de mulher”. Depois, ele tenta relativizar a declaração e diz que não falava “mal das mulheres”, mas “mal dos homens”.
O que Juliano Cazarré disse no vídeo que voltou a circular?
As declarações reproduzidas na reportagem mostram o ator defendendo que o terço poderia ser visto como “uma coisa viril, forte” e associando a prática religiosa a uma “guerra contra o demônio”. Em outro trecho, ele afirma que o filho só rezaria se visse o pai “com o joelho no chão”.
“A gente precisa de mais homens rezando, a gente precisa de mais homens com o joelho no chão. A gente precisa de mais homens na missa, a gente precisa de mais homens rezando o terço. A gente tem que mostrar que o terço pode ser uma coisa viril, forte, a nossa arma, é a gente, é uma guerra contra o demônio”
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“Seu filho, ele só vai rezar se ele ver você com o joelho no chão. Se ele só ver a mãe dele rezando, se ele só ver a avó dele rezando, ele vai falar, isso é coisa de mulher.”
Em seguida, o ator acrescenta que não pretendia atacar mulheres e afirma que elas seriam “heroínas”. Ainda assim, a repercussão se concentrou no teor machista atribuído às falas e na forma como a religiosidade foi vinculada a papéis de gênero.
Como colegas de profissão reagiram à repercussão?
A divulgação do evento e a circulação do vídeo provocaram manifestações críticas de atrizes que trabalharam na TV. Segundo o texto original, Marjorie Estiano contestou a ideia central defendida por Cazarré e afirmou que ele reproduz um discurso “ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”.
Também de acordo com a reportagem, Cláudia Abreu rebateu o conteúdo ao mencionar o contexto de “recorde de feminicídios” no país. Já Silvia Buarque afirmou que o ator comete “um equívoco atrás do outro”. As reações ampliaram a discussão nas redes sociais sobre misoginia, religião e masculinidade.
O que é o evento O Farol e a Forja?
O evento divulgado por Cazarré é apresentado como “o maior encontro de homens do Brasil” e está previsto para acontecer em julho, em São Paulo. A programação, conforme a reportagem, inclui palestras sobre liderança, empreendedorismo e vida espiritual.
- Nome do evento: O Farol e a Forja
- Datas previstas: 24, 25 e 26 de julho
- Local: Uni Ítalo, em São Paulo
- Temas anunciados: liderança, empreendedorismo e vida espiritual
O texto informa ainda que, desde sua conversão ao catolicismo em 2018, Cazarré passou a associar sua imagem a pautas religiosas conservadoras. No material de divulgação mencionado na reportagem, ele aparece citado na terceira pessoa, em uma formulação que destaca a expectativa de críticas ao projeto.
Qual foi a resposta do ator às críticas?
Em resposta à repercussão, Cazarré enviou uma mensagem à Folha de S.Paulo, segundo o artigo original, afirmando que as reações negativas ajudaram a divulgar o curso. A fala foi apresentada como uma reação direta ao aumento das críticas nas redes e entre colegas de profissão.
“Eles têm direito à opinião deles e me fizeram um favor enorme. O evento explodiu. #gratidão”
Apesar da controvérsia, a programação do evento foi mantida, e o ator segue recebendo tanto apoio quanto críticas nas redes sociais. A repercussão se soma ao debate recente em torno de seu curso sobre masculinidade, já alvo de contestação pública antes mesmo da circulação desse vídeo.