A Jovi, marca criada pela Vivo Mobile Communication exclusivamente para o mercado brasileiro, afirmou ter chegado a dez meses de operação no país com um portfólio de dez smartphones, mais de 1,8 mil pontos de venda e uma equipe que passou de um único funcionário para mais de mil colaboradores. O balanço foi apresentado pelo diretor de marketing da empresa, Jorge Gloss, em entrevista publicada neste sábado, 18 de abril de 2026. De acordo com informações do Canaltech, a operação começou a ser estruturada em junho de 2024 e lançou os primeiros produtos em maio de 2025.
Gloss foi o primeiro contratado da Jovi no Brasil e acompanhou a formação da estrutura local desde o início. Segundo o relato, a empresa adotou fabricação na Zona Franca de Manaus, o que, na avaliação do executivo, permite adaptar especificações ao consumidor brasileiro sem depender de aprovação global para cada ajuste.
Como a Jovi estruturou a operação no Brasil em menos de um ano?
Segundo a entrevista, a marca consolidou sua presença inicial com dez modelos de smartphones e mais de 1,8 mil pontos de venda em dez meses de atividade. O crescimento da equipe, de um para mais de mil funcionários, ocorreu em paralelo à construção da rede comercial e ao início da fabricação local.
A empresa-mãe da Jovi, a Vivo Mobile, foi citada como a quinta maior fabricante de smartphones do mundo. O texto original informa ainda que a companhia teve 18% de participação no mercado chinês no quarto trimestre de 2024, segundo a Counterpoint Research.
Por que a marca usa o nome Jovi no Brasil?
A mudança de nome, de acordo com a reportagem, foi necessária para evitar confusão com a operadora de telecomunicações Vivo, já estabelecida no mercado brasileiro. O texto informa que esta foi a primeira vez que a Vivo Mobile precisou adotar uma marca diferente em um dos mais de 60 países em que atua.
Ao comentar essa decisão, Jorge Gloss afirmou que a exigência abriu espaço para construir uma identidade própria no país. Em fala reproduzida pela publicação, o executivo disse:
“A gente tem uma folha em branco que a gente precisa construir com base nessa cultura, com esse tamanho que a gente tem no mundo, mas de uma forma nova”
Na prática, segundo a matéria, essa estratégia envolve ajustar produtos às preferências do público local. Um dos exemplos citados foi a troca da câmera frontal de 8 megapixels por uma de 32 MP no lançamento da linha Y, após a empresa identificar o volume de selfies tiradas pelos brasileiros.
Como as pesquisas com consumidores influenciaram os produtos?
A reportagem informa que a Jovi realizou mais de quatro mil pesquisas com consumidores nos primeiros dez meses de operação. De acordo com Gloss, esse processo ajudou a identificar demandas que nem sempre eram verbalizadas diretamente pelos entrevistados.
Um dos casos mencionados envolveu um consumidor que relatava desconforto ao usar o celular, sem citar bateria, mas mantinha um power bank conectado ao aparelho durante toda a entrevista. Ao comentar esse tipo de observação, o executivo afirmou:
“Você tem que estar com um olhar muito atento para pegar esses detalhes”
Segundo o texto, esse tipo de análise orientou decisões sobre o portfólio, incluindo a bateria de 7.000 mAh do V70, lançado em março de 2026.
- Mais de mil colaboradores no Brasil em dez meses
- Mais de 1,8 mil pontos de venda
- Dez smartphones no portfólio
- Mais de quatro mil pesquisas com consumidores
- Fabricação local na Zona Franca de Manaus
Quais são os próximos passos da Jovi no mercado brasileiro?
A Jovi também confirmou a chegada da linha X ao Brasil ainda em 2026, embora sem detalhar modelo ou data de lançamento. Segundo Jorge Gloss, a decisão foi tomada depois de a operação atingir um nível de maturidade considerado suficiente para absorver a entrada de aparelhos de topo de linha.
Em outra declaração reproduzida pelo Canaltech, o executivo afirmou:
“O consumidor está com anseio de ter essa opção no mercado”
Além disso, a empresa informou que pretende expandir sua presença física. No momento citado pela reportagem, a marca contava com uma loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. O movimento indica que a estratégia da Jovi no Brasil combina fabricação local, ajustes de produto com base em pesquisa e ampliação gradual dos canais de venda.