A jornalista americana Shelly Kittleson, colaboradora de veículos como BBC e Al-Monitor, foi sequestrada nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em Bagdá, capital do Iraque, segundo o site para o qual ela trabalhava e dois funcionários da polícia local ouvidos pela Reuters. De acordo com informações da UOL Notícias, a repórter foi levada à força por quatro homens em trajes civis dentro de um veículo, e as autoridades afirmam que a operação de busca e tentativa de libertação está em andamento.
O caso tem repercussão internacional por envolver a segurança de jornalistas em uma das áreas mais sensíveis do Oriente Médio, região acompanhada de perto por veículos e correspondentes de vários países, inclusive do Brasil, devido ao impacto geopolítico global de conflitos e crises no Iraque.
O Ministério do Interior do Iraque informou que um suspeito foi detido. Até o momento, porém, não há informações sobre a identidade dos sequestradores, e nenhum grupo reivindicou a ação. O Departamento de Estado dos Estados Unidos não respondeu, segundo a Reuters, a um pedido de comentário sobre o caso.
O que se sabe sobre o sequestro de Shelly Kittleson?
Segundo funcionários da polícia iraquiana ouvidos pela Reuters, Kittleson foi levada por quatro homens em roupas civis. Os agentes disseram que o veículo usado no sequestro ainda era perseguido pelas forças de segurança no momento em que as informações foram divulgadas.
As buscas estavam concentradas na parte leste de Bagdá, direção para a qual o carro seguiu após a abordagem. O Ministério do Interior declarou ainda que os esforços para libertar a jornalista seguem em curso, sem detalhar a dinâmica da operação.
- Data do sequestro: terça-feira, 31 de março de 2026
- Local: Bagdá, no Iraque
- Suspeitos mencionados: quatro homens em trajes civis
- Situação da investigação: um suspeito detido
- Área de busca: parte leste da capital iraquiana
Quem é a jornalista americana sequestrada em Bagdá?
Shelly Kittleson atua como colaboradora em coberturas sobre o Oriente Médio e o Afeganistão. Segundo o perfil da jornalista na rede X, ela também produz reportagens para BBC, New Lines, Politico, Foreign Policy e Al Majalla, além do Al-Monitor.
O Al-Monitor se manifestou publicamente sobre o caso e pediu a libertação da repórter. O veículo classificou o episódio como alarmante e cobrou uma solução segura e imediata para o sequestro.
“Estamos profundamente alarmados pelo sequestro da colaboradora do Al-Monitor Shelly Kittleson no Iraque nesta terça. Apelamos pela libertação segura e imediata dela”.
Como as autoridades e os veículos reagiram ao caso?
Até a publicação das informações, a principal resposta oficial havia partido do Ministério do Interior iraquiano, que confirmou a prisão de um suspeito e informou que as diligências para localizar a jornalista continuavam. A polícia local, por sua vez, relatou à Reuters que a perseguição ao carro empregado no sequestro seguia em andamento.
Do lado americano, não houve resposta imediata do Departamento de Estado ao pedido de comentário feito pela agência de notícias. Assim, o caso permanece marcado por informações ainda preliminares, concentradas no relato de autoridades iraquianas, da Reuters e do Al-Monitor.
Sem identificação pública dos sequestradores e sem reivindicação de autoria até agora, a apuração segue aberta. O quadro, segundo as informações disponíveis, é de busca ativa pela jornalista e de investigação em andamento sobre os responsáveis pela ação em Bagdá.