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João Pessoa inicia aplicação de fumacê para combate às arboviroses na Paraíba

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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) iniciou nesta segunda-feira, 13 de abril, a aplicação estratégica de inseticida por meio de carros fumacê no município de João Pessoa. A iniciativa faz parte de um plano de contingência para o enfrentamento das arboviroses no estado, utilizando critérios técnicos baseados em monitoramento entomológico e epidemiológico para reduzir a transmissão de doenças.

De acordo com informações do Governo da Paraíba, a operação é coordenada pelo Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia (NFBE) e foca na eliminação do mosquito Aedes aegypti em sua fase adulta. A técnica empregada é a de Ultrabaixo Volume (UBV) pesado, com equipamentos acoplados a veículos que percorrem áreas previamente identificadas como prioritárias.

Quais bairros de João Pessoa serão contemplados pela ação?

O cronograma de aplicação na capital paraibana foi dividido em dois ciclos principais para garantir a eficácia da dispersão do inseticida. O primeiro ciclo ocorre entre os dias 13 e 17 de abril, enquanto o segundo ciclo está programado para o período de 20 a 24 do mesmo mês. As atividades são realizadas nos turnos da manhã e da tarde, abrangendo as seguintes localidades:

  • Roger, Varadouro e Ilha do Bispo;
  • Jaguaribe, Centro e Trincheiras;
  • Alto do Mateus, Oitizeiro e Mumbaba;
  • Bairro das Indústrias, Jardim Veneza e Cruz das Armas.

Além da capital, o município de Juazeirinho também recebe as equipes de pulverização. Naquela região, os trabalhos começaram no dia sete de abril e seguem um cronograma específico que atende bairros como Arnaldo Lafayette, Frei Damião, Salgado, Alto dos Medeiros, São Boa Ventura e Bela Vista.

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Como funciona a tecnologia de aplicação UBV pesado?

A aplicação por meio de UBV pesado é uma intervenção complementar às ações rotineiras de combate ao vetor. A Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou três veículos equipados e equipes técnicas capacitadas para operar o sistema. O objetivo é que as micropartículas do inseticida fiquem suspensas no ar por tempo suficiente para atingir o mosquito em pleno voo, interrompendo o ciclo de transmissão de vírus como o da dengue, zika e chikungunya.

O chefe do NFBE, Nilton Guedes, ressalta que a escolha das áreas não é aleatória, mas fruto de um acompanhamento rigoroso da densidade populacional dos insetos. O monitoramento é reforçado pelo uso de ovitrampas, armadilhas que coletam ovos do mosquito para análise laboratorial. Segundo o especialista, o sucesso da operação depende da integração entre o poder público e os cidadãos.

Para ampliar a efetividade da ação, é fundamental a colaboração da população, mantendo portas e janelas abertas durante a passagem do fumacê, favorecendo a dispersão das partículas nos domicílios.

Qual é o papel das ovitrampas no controle do Aedes aegypti?

A vigilância entomológica em João Pessoa conta com o suporte de 742 ovitrampas instaladas em pontos estratégicos da cidade. Em um levantamento recente realizado em duas etapas, foram coletados mais de 65 mil ovos do mosquito. Esses dados são fundamentais para que a gestão de saúde identifique onde o Aedes aegypti apresenta maior resistência aos produtos químicos e onde a infestação é mais crítica.

A SES-PB reforça que, embora o fumacê seja uma ferramenta poderosa para reduzir a população imediata de mosquitos adultos, ele não substitui a necessidade de eliminação de criadouros domésticos. A orientação é que os moradores continuem inspecionando calhas, pratos de vasos de plantas, caixas d’água e qualquer recipiente que possa acumular água parada.

O investimento na qualificação das equipes e na modernização dos métodos de monitoramento reflete o compromisso do governo estadual com a saúde coletiva. A atuação integrada entre o estado e os municípios busca mitigar os impactos das arboviroses, garantindo uma resposta rápida diante de possíveis surtos epidemiológicos na região metropolitana e no interior.

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