A JBS Couros, unidade de negócios da gigante global de proteínas, anunciou a expansão de sua tecnologia sustentável denominada VIVA, com o objetivo de alcançar a implementação total em suas operações globais até o encerramento de 2026. A iniciativa busca transformar o processo produtivo de curtimento, focando na redução drástica do consumo de recursos naturais e insumos químicos, sem comprometer a qualidade final do material fornecido a setores como automotivo, moveleiro e de calçados.
De acordo com informações do Canal Rural, o avanço dessa tecnologia faz parte de uma estratégia de longo prazo para mitigar o impacto ambiental da cadeia de suprimentos de couro. O sistema foi desenvolvido para otimizar o uso de água e energia, elementos críticos na indústria de curtumes, além de promover uma gestão mais eficiente de substâncias químicas essenciais para o tratamento das peles.
Como funciona a tecnologia VIVA na produção de couros?
O processo tecnológico introduzido pela companhia atua diretamente nas etapas de processamento do couro, onde a eficiência operacional é maximizada por meio de inovações químicas e de maquinário. Ao contrário dos métodos tradicionais de curtimento, que demandam volumes massivos de água para lavagem e estabilização, a solução implementada permite que o ciclo de produção seja mais curto e menos dependente de renovação constante de fluidos. Isso resulta em uma pegada hídrica significativamente menor em comparação aos padrões históricos do setor.
Além da economia hídrica, a tecnologia foca na redução do desperdício de energia. Motores e sistemas de aquecimento são calibrados para operar em regimes de alta performance, consumindo apenas o necessário para manter as reações químicas desejadas. Esse refinamento técnico garante que o couro mantenha sua durabilidade e flexibilidade, características fundamentais para o mercado internacional, ao mesmo tempo em que reduz a emissão de gases de efeito estufa associados ao consumo energético industrial.
Qual é o prazo para a implementação global dessa tecnologia?
O cronograma estabelecido pela JBS Couros prevê uma transição escalonada. Atualmente, a tecnologia já está presente em diversas unidades, mas o plano de expansão detalha que o processo de modernização deve atingir a totalidade das plantas da empresa até o fim de 2026. Essa meta de curto e médio prazo reflete a urgência da indústria em se adaptar às novas exigências de mercados europeus e norte-americanos, que priorizam fornecedores com certificações de sustentabilidade rigorosas.
A transição total em menos de três anos exige um investimento contínuo em infraestrutura e treinamento de equipes técnicas. A empresa projeta que o cumprimento desse prazo consolidará sua posição como referência em inovação sustentável no agronegócio. A mudança não abrange apenas as unidades no Brasil, mas todas as operações internacionais da divisão, garantindo um padrão global unificado de produção responsável.
Quais são os principais benefícios ambientais da iniciativa?
Os ganhos ambientais da adoção da tecnologia VIVA são multifatoriais e afetam toda a cadeia de valor. Entre os pontos principais destacados pela companhia, destacam-se os seguintes fatores:
- Redução significativa no volume de água utilizado por metro quadrado de couro produzido;
- Otimização do balanço energético das unidades industriais, diminuindo a dependência de fontes não renováveis;
- Menor utilização de agentes químicos agressivos, facilitando o tratamento de efluentes antes do descarte;
- Manutenção da integridade e longevidade do produto, evitando a substituição precoce e gerando menos resíduos sólidos.
Com essa movimentação, a JBS Couros reforça seu compromisso com as agendas globais de preservação. Ao reduzir o uso de químicos e recursos essenciais, a empresa não apenas protege o ecossistema local onde suas fábricas estão inseridas, mas também responde à demanda de consumidores finais que buscam produtos com rastreabilidade e menor pegada ecológica. O setor de agronegócio observa o movimento como um marco para a modernização dos curtumes em escala global.