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Jardim Queen Elizabeth II em Londres abre com foco em biodiversidade e clima

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O novo Queen Elizabeth II Garden, no Regent’s Park, em Londres, será aberto ao público em 27 de abril de 2026 após a transformação de uma antiga área de viveiro horticultural em um espaço voltado à biodiversidade e à resiliência climática. Antes mesmo da inauguração, o local já registra a presença de ouriços-cacheiros, tritões, abelhas, borboletas, gansos, libélulas e uma raposa, segundo responsáveis pelo projeto. De acordo com informações do Guardian Environment, a área foi redesenhada pela organização Royal Parks como um jardim público de 8 mil metros quadrados em homenagem à rainha Elizabeth II.

O projeto, estimado em £5 milhões no texto original, substituiu estufas, cascalho solto e concreto por mais de 40 novas árvores, cerca de 2 mil metros quadrados de prado de flores silvestres, mais de 5 mil metros quadrados de plantas resistentes ao clima e 100 metros adicionais de cerca-viva mista nativa. A proposta combina um paisagismo mais formal com áreas de aparência mais natural, permitindo que visitantes atravessem diferentes habitats dentro do mesmo jardim.

O que mudou no novo jardim do Regent’s Park?

A intervenção transformou um antigo terreno de uso hortícola em um mosaico de habitats. Um lago ornamental de água filtrada naturalmente passou a funcionar como ambiente aquático para plantas, insetos e anfíbios. Já uma antiga torre de armazenamento de água, adaptada para oferecer vista panorâmica do jardim, recebeu caixas de nidificação para andorinhões e abrigos para morcegos integrados ao telhado.

Segundo Matthew Halsall, gerente e arquiteto paisagista do projeto, a fauna começou a ocupar rapidamente os novos ambientes após a conclusão das obras, em janeiro. Ele relatou a presença frequente de uma raposa no local.

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“It’s very cheeky – it likes to chew through the guide ropes, which is a little inconvenient – but it is a very welcome visitor.”

O jardim também recebeu 200 mil bulbos de primavera, que, de acordo com a reportagem, já atraem abelhas e borboletas. O texto informa ainda que os ouriços-cacheiros residentes no parque, descritos como a última população reprodutiva da espécie no centro de Londres, foram registrados explorando a nova área.

Como o projeto busca ampliar a biodiversidade?

De acordo com a Royal Parks, o redesenho deve gerar um ganho líquido estimado de 184% em habitat biodiverso. Para isso, o planejamento incluiu canais interligados para desacelerar o fluxo da água da chuva, reduzir a necessidade de irrigação e criar zonas muito úmidas no inverno e parcialmente secas no verão.

Halsall afirmou que a intenção foi criar uma “micro-mosaico de habitats” em um espaço relativamente compacto. O objetivo, segundo ele, era tanto ampliar a biodiversidade quanto criar um jardim público de caráter evocativo em homenagem à rainha.

“We call it a micro-mosaic of habitats, because there are so many different features within this relatively small, two-acre garden.”

O projeto também procurou preservar formas de vida que já ocupavam o terreno antes da reforma. Um levantamento identificou gorgulhos, espécies raras de aranhas, formigas, pequenas abelhas escuras e lagartas em áreas de cascalho próximas às antigas estufas. Por isso, superfícies soltas e pedregosas foram mantidas no desenho final do jardim.

Quais espécies e soluções ambientais foram destacadas?

Entre as medidas adotadas, o jardim recebeu árvores não nativas descritas como mais resistentes às mudanças climáticas, como o pinheiro-manso mediterrâneo, para ajudar a proteger habitats associados a espécies nativas ameaçadas pelo aquecimento global no Reino Unido. Também foram introduzidos olmos cultivados para resistir à grafiose, doença que afeta essas árvores.

Segundo Halsall, os olmos favorecem mariposas, borboletas white-letter hairstreak e aves. Para atrair andorinhões à torre adaptada, um alto-falante emitirá sons da espécie. Ele também afirmou que a estrutura tem potencial para servir de abrigo a morcegos.

Charlotte Cass, gerente de biodiversidade da Royal Parks, disse à reportagem que a organização tenta estimular o deslocamento de morcegos entre áreas verdes da cidade para evitar o isolamento de populações reprodutivas.

“We’re putting up bat boxes and creating lots of habitats where we think bat roosts are feasible, such as on particular trees in Hyde Park and Kensington Gardens.”

A reportagem informa que oito espécies diferentes de morcegos vivem nos oito parques reais de Londres. O trabalho da equipe de biodiversidade da Royal Parks também envolve voluntários em ações de conservação. Em 2025, eles ajudaram a plantar 900 mudas de abrunheiro no Regent’s Park para favorecer a borboleta brown hairstreak. Em 2026, o grupo também plantou 4.500 mudas de musgo esfagno resistente ao clima em Richmond Park, após um levantamento apontar o desaparecimento da espécie no local.

  • Abertura ao público: 27 de abril de 2026
  • Área do jardim: 8 mil metros quadrados
  • Novas árvores: mais de 40
  • Bulbos de primavera plantados: 200 mil
  • Ganho estimado de habitat biodiverso: 184%

Ao final, a iniciativa é apresentada como parte de um esforço mais amplo da Royal Parks para fortalecer habitats urbanos em cerca de 5 mil acres de áreas verdes na capital britânica.

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