A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, expressou forte indignação nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, contra declarações misóginas e xenofóbicas proferidas por Paolo Zampolli, aliado do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O episódio gerou intensa repercussão e críticas após o enviado especial norte-americano atacar diretamente as mulheres brasileiras durante uma entrevista concedida à emissora italiana RAI, desencadeando mobilizações públicas de repúdio em território nacional.
O que disse o aliado de Donald Trump sobre as brasileiras?
O caso ganhou proporções internacionais após a veiculação das falas na televisão europeia. De acordo com informações do Brasil 247, Paolo Zampolli, que atua como enviado especial para assuntos e parcerias globais do governo dos EUA, utilizou termos extremamente ofensivos para se referir às cidadãs do Brasil. Durante a entrevista à RAI, o assessor da gestão trumpista declarou de forma pejorativa que as mulheres brasileiras seriam programadas para causar confusão, chegando a classificá-las de maneira racista e misógina como uma suposta raça maldita.
A repercussão dessas afirmações foi imediata e gerou um levante de indignação. Conforme relatado também em manchete pelo portal UOL, as ofensas do conselheiro de Trump não passaram despercebidas pelas autoridades e pela sociedade civil brasileira. As declarações resultaram em críticas severas e na rápida mobilização de diversas manifestações públicas no Brasil, todas pautadas na defesa da dignidade feminina e contra o preconceito disseminado publicamente pelo representante internacional do governo norte-americano.
Como a primeira-dama Janja reagiu às ofensas internacionais?
Diante da gravidade do conteúdo transmitido pela emissora italiana e reverberado pela imprensa global, a primeira-dama brasileira utilizou seu espaço para condenar veementemente o episódio. Em sua declaração, Janja não apenas rechaçou as palavras de Zampolli, mas também trouxe à tona o histórico pessoal controverso do aliado do governo norte-americano, ligando as falas preconceituosas a acusações pregressas de violência de gênero que já pesam contra o enviado especial.
A esposa do chefe do Executivo brasileiro enfatizou o contraste entre o cargo diplomático ocupado pelo aliado de Trump e as denúncias criminais relatadas por sua ex-companheira. Em sua manifestação pública, a primeira-dama declarou:
É impossível não se indignar diante da fala do enviado especial para parcerias globais de Donald Trump, Paolo Zampolli, acusado por sua ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico
Quais são as acusações que pesam contra Paolo Zampolli?
A manifestação de repúdio de Rosângela da Silva jogou luz sobre o histórico judicial e pessoal do enviado especial do governo dos Estados Unidos para assuntos globais. A fala de Janja destacou o fato inusitado de que o autor dos ataques generalizados às brasileiras já enfrenta graves denúncias feitas justamente por uma mulher nascida no Brasil, com quem mantinha relacionamento.
As acusações expostas e apontadas pela primeira-dama, que teriam sido relatadas pela ex-mulher do conselheiro, a modelo Amanda Ungaro, envolvem uma série de violações de direitos fundamentais e agressões que incluem:
- Violência doméstica continuada no âmbito conjugal;
- Abuso de natureza sexual;
- Abuso psicológico e emocional contra a ex-esposa.
O cruzamento entre o ataque público do assessor estadunidense às mulheres do Brasil e as denúncias particulares feitas por sua ex-esposa brasileira evidencia o contexto das críticas levantadas pela primeira-dama. A situação expõe a postura controversa de um representante diplomático de Donald Trump no cenário internacional, gerando um debate amplo sobre misoginia institucional e o tratamento dispensado às mulheres latino-americanas por autoridades estrangeiras de alto escalão.