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Itamaraty critica EUA por retirada de delegado da PF ligado ao caso Ramagem

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O Ministério das Relações Exteriores criticou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar do país o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava na Flórida e foi citado no contexto da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Segundo o governo brasileiro, a medida foi adotada sem pedido formal de esclarecimento e sem diálogo prévio, o que, na avaliação do Itamaraty, desrespeitou práticas diplomáticas e o acordo de cooperação entre os dois países. De acordo com informações do DCM, o Brasil informou à embaixada norte-americana a aplicação do princípio da reciprocidade.

Em nota, o Itamaraty afirmou que a decisão norte-americana foi tomada de forma sumária e comunicada verbalmente. O ministério também declarou que o procedimento contrariou um memorando de entendimento entre Brasil e Estados Unidos, que prevê consulta mútua em situações desse tipo. Para o governo brasileiro, a ausência de formalidade e de interlocução diplomática agravou o impasse entre os dois países.

O que o Itamaraty disse sobre a decisão dos Estados Unidos?

De acordo com o comunicado mencionado na reportagem original, o Itamaraty entendeu que a retirada do delegado brasileiro não observou a chamada boa prática diplomática. O ministério sustentou ainda que não houve pedido formal de esclarecimento nem tentativa de diálogo antes da medida ser executada.

O texto também registrou que toda a comunicação sobre o caso ocorreu verbalmente, tanto na reunião com representantes da embaixada dos Estados Unidos quanto no aviso feito ao delegado brasileiro. Na avaliação do governo, esse formato de comunicação não condiz com o padrão esperado em uma cooperação bilateral dessa natureza.

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Quem é o delegado Marcelo Ivo de Carvalho e qual era sua função?

Marcelo Ivo de Carvalho atuava como superintendente da Polícia Federal na Paraíba e foi nomeado para missão nos Estados Unidos em março de 2023. Segundo a reportagem, sua função era identificar e prender foragidos da Justiça brasileira. A permanência dele no país havia sido prorrogada até agosto de 2026.

No entanto, em 20 de abril, o governo dos Estados Unidos ordenou sua saída. Conforme o texto original, a justificativa apresentada foi a de que o delegado teria tentado contornar pedidos formais de extradição e estaria promovendo perseguições políticas. A reportagem não informa, porém, detalhes adicionais sobre esses apontamentos.

Como a Polícia Federal respondeu ao episódio?

Em reação ao caso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou a interrupção imediata das funções de um agente dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília. A medida, segundo ele, foi adotada com base no princípio da reciprocidade.

“Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”.

Segundo a reportagem, o agente norte-americano trabalhava em uma unidade de imigração da PF. Com a retirada das credenciais, ele ficou impedido de acessar bases de dados compartilhadas entre as polícias dos dois países.

Houve expulsão do agente dos Estados Unidos no Brasil?

Não. De acordo com Andrei Rodrigues, a Polícia Federal não vai expulsar o agente norte-americano do Brasil, porque essa não é uma atribuição da corporação. O procedimento adotado se limitou à revogação das credenciais e à suspensão das funções exercidas por ele na instituição.

“Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém do Brasil. Não é nosso papel”.

Assim, a resposta brasileira foi apresentada como uma medida administrativa de reciprocidade, sem equivaler a uma expulsão formal do país. O episódio expõe um novo ponto de tensão na cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas.

  • O Itamaraty criticou a falta de consulta prévia dos Estados Unidos.
  • O governo brasileiro alegou violação da boa prática diplomática.
  • A PF retirou as credenciais de um agente norte-americano em Brasília.
  • Segundo a corporação, não houve expulsão do agente dos EUA do Brasil.

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