A polícia israelense impediu que o Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o padre da Igreja do Santo Sepulcro celebrassem a missa de Domingo de Ramos neste domingo, 29 de março de 2026, em Jerusalém. A medida, justificada pelas autoridades israelenses como necessária para evitar aglomerações e garantir a segurança, foi alvo de críticas dos governos da Itália e da França, que a consideraram uma restrição desnecessária à liberdade religiosa.
De acordo com informações do UOL Notícias, os agentes de segurança bloquearam o acesso ao local da celebração, impedindo a entrada do Patriarca Pizzaballa e do padre responsável. O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa para os cristãos, um dos períodos mais sagrados do calendário litúrgico, com celebrações tradicionais que atraem fiéis e peregrinos a locais sagrados em Jerusalém. O tema também interessa ao público brasileiro porque a cidade recebe peregrinações religiosas de diversos países, inclusive do Brasil, especialmente em datas centrais do calendário cristão.
Qual foi a reação das autoridades religiosas e governos?
O Patriarcado Latino de Jerusalém emitiu uma nota expressando “profunda decepção e tristeza” com a decisão das forças de segurança israelenses. A instituição afirmou que todas as medidas de segurança e coordenação previamente acordadas haviam sido cumpridas e considerou o impedimento um ato desproporcional. A nota também destacou a importância do livre acesso aos locais sagrados para as comunidades cristãs.
Os governos da Itália e da França se manifestaram publicamente contra a ação. O Ministério das Relações Exteriores da Itália convocou o embaixador israelense em Roma para explicações, classificando o episódio como “grave”. Já a França, por meio de seu ministério das Relações Exteriores, pediu “respeito à liberdade de culto” e lembrou o status especial de Jerusalém.
Como Israel justificou a medida de segurança?
As autoridades israelenses defenderam a ação como parte de um plano de segurança mais amplo para o período da Páscoa, que antecipa um aumento no número de visitantes e peregrinos na Cidade Velha de Jerusalém. A polícia afirmou que a decisão visava prevenir possíveis tumultos ou incidentes de segurança, em um contexto regional considerado tenso.
Um porta-voz da polícia israelense declarou à imprensa que a medida foi tomada após uma avaliação de risco e que a segurança pública deve ser a prioridade. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre ameaças específicas que justificassem o impedimento direto à celebração liderada pelo Patriarca. A tensão sobre o controle e o acesso aos locais sagrados em Jerusalém é um tema histórico e recorrente, envolvendo:
- autoridades israelenses
- autoridades palestinas
- diversas denominações cristãs
- comunidades muçulmanas
Este incidente ocorre em um momento de delicadas relações diplomáticas e reacende debates sobre os direitos das comunidades religiosas em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel desde 1967 e reivindicado pelos palestinos como capital de um futuro Estado palestino.