Irã rejeita negociações com os EUA e cita exigências consideradas excessivas - Brasileira.News
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Irã rejeita negociações com os EUA e cita exigências consideradas excessivas

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O Irã informou neste domingo, 19 de abril de 2026, que não participará de uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, prevista para começar na segunda-feira, 20, no Paquistão, poucos dias antes do fim do cessar-fogo entre os dois países. Segundo o governo iraniano, a decisão foi tomada após acusações de que Washington apresentou exigências excessivas, demandas consideradas irracionais e pouco realistas, além de declarações contraditórias e supostas violações do acordo de trégua.

De acordo com informações do DCM, com base em relato da agência estatal iraniana Irna, a recusa foi anunciada três dias antes do término do cessar-fogo, iniciado em 7 de abril e previsto para acabar na quarta-feira, 22.

Por que o Irã decidiu não participar da nova rodada de conversas?

Segundo a versão apresentada por Teerã, os Estados Unidos teriam feito exigências classificadas como excessivas e formulado demandas vistas pelo governo iraniano como irracionais e pouco realistas. As autoridades iranianas também afirmaram que houve contradições nas declarações norte-americanas e descumprimento do acordo de trégua em vigor.

A decisão interrompe, ao menos por ora, a continuidade de uma nova etapa de negociações que estava planejada para ocorrer no Paquistão. O anúncio ocorre em um momento de elevada tensão, já que o prazo do cessar-fogo se aproxima do fim e ainda há divergências relevantes entre os dois lados.

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O que Donald Trump disse sobre as negociações?

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma delegação americana deveria viajar ao Paquistão para dar sequência às conversas. Em publicação nas redes sociais, ele declarou uma posição de pressão sobre o governo iraniano.

“Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”.

Em outro momento, Trump afirmou que os dois países estariam próximos de um entendimento. A declaração contrastou com a decisão iraniana de rejeitar a nova rodada de negociações e com as críticas feitas por Teerã à condução americana.

“Estamos muito perto. Parece que vai ser algo muito bom para todos. E estamos muito perto de fechar um acordo”.

Quais pontos seguem em disputa entre Irã e Estados Unidos?

Autoridades iranianas indicaram que houve avanços nas conversas anteriores, mas sustentaram que persistem divergências em temas centrais. Entre eles, foram citadas questões ligadas ao programa nuclear iraniano e ao controle do Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o trânsito marítimo na região.

Os principais pontos mencionados no impasse foram:

  • o programa nuclear do Irã;
  • o controle do Estreito de Ormuz;
  • as condições colocadas pelos Estados Unidos nas negociações;
  • as alegações mútuas de violação do cessar-fogo.

Como está a situação no Estreito de Ormuz?

A região segue como um dos principais focos de tensão entre os dois países. O Irã havia anunciado a reabertura total da rota na sexta-feira, 17, mas recuou no dia seguinte e informou o fechamento após um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

No sábado, 18, a Guarda Revolucionária do Irã disparou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela área. O episódio foi citado por Trump como uma violação do cessar-fogo em vigor. Com esse cenário, a possibilidade de avanço diplomático fica ainda mais incerta na reta final da trégua anunciada no início do mês.

Até o momento, o que se tem, segundo o material publicado, é um quadro de negociações interrompidas, acusações recíprocas e aumento da tensão militar e diplomática em torno do prazo final do cessar-fogo. A recusa iraniana em participar da nova rodada no Paquistão amplia a incerteza sobre os próximos passos entre Teerã e Washington.

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