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Irã diz ter atacado instalações dos EUA nos Emirados Árabes e no Bahrein

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Irã afirmou nesta terça-feira (31) que bombardeou duas instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio: uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de soldados no Bahrein. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, os alvos abrigavam tropas norte-americanas no momento dos ataques. De acordo com informações do g1 Mundo, até a última atualização da reportagem não havia confirmação dos EUA, dos Emirados Árabes Unidos nem do Bahrein sobre a ocorrência dos bombardeios.

O episódio ocorre em uma região central para o mercado global de petróleo, o que faz com que uma escalada militar no Oriente Médio seja acompanhada de perto por países como o Brasil, onde oscilações internacionais podem pressionar os preços dos combustíveis. O tema também tem peso diplomático para o país, que tradicionalmente defende saídas negociadas em crises internacionais.

A força militar iraniana declarou que a instalação atingida nos Emirados Árabes Unidos ficava do lado de fora da base aérea de Al Minhad e que cerca de 200 soldados norte-americanos estavam no local quando o alvo foi atingido. Ainda segundo o comunicado, o ataque teria ocorrido na segunda-feira (30) e destruído a estrutura.

O que o Irã disse sobre o ataque nos Emirados Árabes Unidos?

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou ter identificado e destruído um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad. O texto sustenta que oficiais e comandantes americanos estavam na instalação antes do impacto e afirma que as bases norte-americanas na região se tornaram inseguras.

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“Ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído. Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local. (…) Tanto as bases dos Estados Unidos na região se tornaram inseguras para os comandantes inimigos quanto sua presença em pontos de apoio”, afirmou a Guarda em comunicado.

Até o momento citado pela reportagem original, não havia verificação independente nem confirmação oficial por parte dos governos envolvidos sobre danos, vítimas ou a extensão do ataque descrito pelo Irã.

Qual foi a alegação iraniana sobre o alvo no Bahrein?

Sobre o Bahrein, a Guarda Revolucionária disse ter atingido com precisão um alojamento improvisado de soldados dos EUA. Segundo o relato iraniano, as tropas atacadas pertenceriam à 5ª Frota naval norte-americana, cuja principal estrutura de apoio no país é a Naval Support Activity Bahrain, base considerada central para a presença dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

A força iraniana também declarou, em tom irônico, que o Comando Central do Exército dos EUA minimizaria o episódio, sugerindo que os danos teriam sido maiores do que os eventualmente reconhecidos por Washington. O texto, porém, não apresenta confirmação externa para essa afirmação.

Como esses ataques se inserem no conflito regional?

Segundo a reportagem, bases militares dos EUA no Oriente Médio vêm sendo alvo de bombardeios retaliatórios atribuídos ao Irã desde o início da guerra, há mais de um mês. O texto também informa que Washington evacuou essas instalações entre janeiro e fevereiro, antes do começo do conflito, como medida para tentar evitar mortes entre militares norte-americanos.

  • O Irã afirma ter atacado uma instalação próxima à base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos.
  • Também diz ter atingido um alojamento de tropas dos EUA no Bahrein.
  • Não havia confirmação oficial dos ataques por EUA, Emirados Árabes Unidos ou Bahrein até a última atualização.
  • A 5ª Frota dos EUA foi citada pelo Irã ao descrever o alvo no Bahrein.

Com isso, o episódio amplia a tensão em torno da presença militar norte-americana no Oriente Médio. Como não houve confirmação oficial dos países citados até a publicação da notícia original, as declarações da Guarda Revolucionária devem ser tratadas, por enquanto, como alegações do lado iraniano sobre os ataques e seus efeitos.

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