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Irã afirma ter derrubado segundo avião militar dos EUA no Estreito de Ormuz

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Fumaça preta sobe sobre o mar no Estreito de Ormuz após a queda de uma aeronave militar.
Foto: lynothehammer1978 / flickr (by)

O Exército do Irã anunciou nesta sexta-feira (3 de abril) ter abatido uma segunda aeronave militar dos Estados Unidos, desta vez na região do Estreito de Ormuz e nas águas do Golfo Pérsico. Geopoliticamente vital, o Estreito é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, e a escalada bélica na região possui potencial para impactar diretamente o preço internacional do barril e, consequentemente, os combustíveis no Brasil. O incidente sem precedentes agrava severamente as tensões militares no Oriente Médio, ocorrendo apenas algumas horas após o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) ter derrubado um caça norte-americano no sudoeste do território iraniano, o que desencadeou uma força-tarefa de resgate e uma intensa caçada humana por um piloto ainda desaparecido.

De acordo com informações do Metrópoles, a segunda aeronave atingida é um A-10, modelo tradicionalmente utilizado pelas Forças Armadas americanas em missões de apoio aéreo aproximado a tropas terrestres. A perda de um A-10 chama atenção por ser uma plataforma projetada para operar em baixas altitudes, tornando-se letal contra alvos em solo, mas suscetível a disparos caso a superioridade aérea não esteja consolidada. Em nota oficial divulgada pelos canais estatais, os militares iranianos confirmaram a autoria do ataque frontal contra a Força Aérea norte-americana.

“Há algumas horas, um avião A-10 do inimigo invasor americano sionista foi interceptado e atacado pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país, nas águas do sul e nas proximidades do Estreito de Ormuz”

A emissora estatal iraniana IRIB também repercutiu a ação bélica. Conforme apontado pela Jovem Pan, os veículos de comunicação locais destacaram que o avião despencou nas águas do Golfo Pérsico após ser alvejado pelas baterias da República Islâmica. A confirmação deste segundo abate no mesmo dia marca uma escalada crítica na confrontação direta entre as duas potências. O portal G1 também registrou a queda do segundo equipamento no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais militarizadas e vitais para o comércio global.

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O que se sabe sobre a primeira aeronave abatida?

Antes do ataque contra o A-10, o sistema de defesa iraniano já havia entrado em operação contra um caça dos Estados Unidos. Inicialmente, o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica reivindicou a derrubada de um jato furtivo F-35. Contudo, oficiais norte-americanos esclareceram posteriormente à imprensa internacional que o equipamento abatido era, na verdade, um F-15.

De acordo com detalhes levantados pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal, e repercutidos pela Jovem Pan, a aeronave interceptada inicialmente era um F-15E Strike Eagle. Este modelo é um dos pilares da força de combate dos Estados Unidos, desenhado para penetrar defesas inimigas em altas velocidades, operando com uma tripulação composta por duas pessoas: um piloto e um oficial de sistemas de armas posicionado no assento traseiro. Após a aeronave ser atingida enquanto sobrevoava a região sudoeste e central do Irã, ambos os militares conseguiram acionar o sistema de ejeção.

A situação dos tripulantes gerou uma mobilização de emergência. As Forças Armadas dos Estados Unidos obtiveram sucesso em localizar e resgatar um dos militares com vida logo após a queda. No entanto, o paradeiro do segundo tripulante permanece incerto, transformando a região em um palco de buscas frenéticas sob severo risco.

Como as autoridades iranianas reagiram às quedas?

O governo de Teerã iniciou uma agressiva campanha em solo para capturar o militar dos Estados Unidos que continua desaparecido no país. A agência de notícias iraniana Fars noticiou que as forças militares do país lançaram uma ampla operação de rastreamento nas áreas adjacentes ao local da queda do F-15E Strike Eagle.

Para acelerar a captura e encurralar o aviador americano, as autoridades iranianas apelaram diretamente à população civil. Uma mensagem oficial da polícia foi transmitida em rede nacional de televisão, garantindo pagamento para quem fornecesse a localização exata ou entregasse os militares do país adversário:

“Se capturarem o ou os pilotos inimigos vivos e os levarem à polícia e às forças armadas, receberão uma recompensa generosa”

Qual é a posição do governo dos Estados Unidos?

A administração de Washington encontra-se no centro de uma crise militar imprevisível. Até a noite de sexta-feira, o esforço principal do Pentágono concentra-se nas operações táticas de busca e salvamento do piloto do F-15E ainda perdido em território hostil, operando sob uma janela de tempo crítica.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, iniciou um pronunciamento confirmando os eventos críticos de sexta-feira, embora os detalhes estratégicos da resposta militar americana permaneçam sob sigilo. A confirmação da perda de duas aeronaves de perfis operacionais distintos em um único dia representa um cenário de alta complexidade para as forças dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico.

A sucessão rápida dos eventos indica uma profunda instabilidade na segurança do Oriente Médio. Os fatores que definem o atual cenário incluem:

  • O abate confirmado de duas aeronaves militares norte-americanas (F-15E e A-10) em um intervalo de poucas horas.
  • A execução de uma operação de resgate em território adversário que salvou um dos tripulantes do primeiro jato.
  • A caçada humana oficial liderada pelo governo iraniano, acompanhada do oferecimento público de recompensas pela captura do aviador desaparecido.

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