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Irã acusa Cisco, Juniper, Fortinet e MikroTik de brechas em ciberataques

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O Irã acusou fabricantes ocidentais de equipamentos de rede, entre eles Cisco, Juniper Networks, Fortinet e MikroTik, de terem falhas críticas exploradas durante operações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o país. As alegações foram divulgadas em 23 de abril de 2026, após relatos de que dispositivos teriam parado de funcionar ou reiniciado de forma inesperada durante ataques contra alvos iranianos, incluindo a cidade de Isfahan. Segundo as autoridades iranianas, os equipamentos falharam mesmo após o país ter se desconectado da internet global, o que levantou suspeitas de sabotagem cibernética.

De acordo com informações do Convergência Digital, a mídia estatal iraniana afirmou que os problemas poderiam estar relacionados a backdoors ou códigos ocultos em firmwares, possivelmente ativados remotamente por satélite ou por temporização pré-programada. O governo dos Estados Unidos não respondeu diretamente às acusações, embora autoridades norte-americanas já tenham admitido operações cibernéticas contra a infraestrutura de comunicações iraniana.

O que o Irã afirma sobre os equipamentos de rede?

Segundo os relatos divulgados pela imprensa estatal iraniana, dispositivos das empresas citadas teriam apresentado falhas durante os ataques realizados contra o país. As autoridades sustentam que o comportamento dos equipamentos foi anormal porque ocorreu mesmo depois de o Irã reduzir sua conexão com a internet global, argumento usado para reforçar a hipótese de uma ação previamente embutida nos sistemas.

A imprensa iraniana passou a especular que essas falhas poderiam ter origem em backdoors ou em códigos inseridos nos firmwares dos aparelhos. Até o momento, porém, o texto original informa que não há comprovação das acusações feitas por Teerã.

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Como os Estados Unidos aparecem nesse contexto?

Embora Washington não tenha respondido diretamente às alegações sobre Cisco, Juniper, Fortinet e MikroTik, autoridades dos Estados Unidos já reconheceram a realização de operações cibernéticas contra a infraestrutura iraniana. Em briefing no Pentágono, em 2 de março, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que o U.S. Cyber Command e o U.S. Space Command atuaram como “primeiros agentes” na chamada Operação Epic Fury, lançada no fim de fevereiro.

Segundo ele, ações coordenadas nos domínios cibernético e espacial interromperam redes de comunicação e sistemas de sensores do Irã antes do início dos ataques militares. O relato não vincula de forma comprovada essas operações às falhas apontadas pelo governo iraniano nos equipamentos de fabricantes ocidentais, mas situa as acusações no contexto da escalada de tensões no conflito.

Há precedentes de vulnerabilidades nessas empresas?

O artigo informa que, embora não exista comprovação das acusações iranianas, os fabricantes mencionados já enfrentaram episódios documentados de vulnerabilidades. Documentos da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, revelados por Edward Snowden em 2014, mostraram que equipamentos da Cisco chegaram a ser interceptados durante o transporte para instalação de ferramentas de vigilância, sem participação da empresa.

No caso da Juniper, a companhia revelou em 2015 a presença de código não autorizado em seu sistema ScreenOS, capaz de comprometer a segurança de firewalls. A Fortinet reconheceu em 2016 falhas em versões antigas de seu sistema operacional. Já roteadores da MikroTik têm sido alvo frequente de botnets e de vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos.

  • Cisco: equipamentos interceptados, segundo documentos revelados em 2014
  • Juniper: código não autorizado no ScreenOS, revelado em 2015
  • Fortinet: falhas reconhecidas em versões antigas do sistema em 2016
  • MikroTik: histórico de exploração de vulnerabilidades e uso em botnets

Qual é o impacto geopolítico dessas alegações?

A narrativa iraniana foi repercutida por veículos estatais chineses. O Centro Nacional de Resposta a Vírus de Computador da China citou as alegações como indício de possíveis backdoors em equipamentos de origem americana, em meio às disputas geopolíticas no ciberespaço. O episódio também dialoga com acusações ocidentais contra a campanha de espionagem conhecida como Volt Typhoon, atribuída por países da aliança Five Eyes a atores patrocinados pelo Estado chinês.

Paralelamente, o Irã enfrenta um apagão digital descrito como sem precedentes no texto original. A conectividade no país está reduzida a cerca de 1% dos níveis anteriores ao conflito desde 28 de fevereiro, somando 52 dias consecutivos de interrupção, no que é apontado como o mais longo bloqueio nacional de internet já registrado segundo estimativas de monitoramento de tráfego global.

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