O Governo do Pará alcançou uma redução superior a 80% nos índices de criminalidade violenta na Região Metropolitana de Belém (RMB) ao longo dos últimos oito anos. De acordo com informações da Agência Pará, o resultado é fruto de um investimento que supera R$ 169 milhões em modernização, infraestrutura e novas tecnologias para as forças de segurança pública entre 2018 e 2025.
Os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) indicam que, em 2025, a região registrou 295 casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), categoria que engloba homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. O número representa um contraste significativo com o cenário de 2018, quando foram contabilizadas 1.497 ocorrências na mesma área geográfica, evidenciando a eficácia das políticas de integração das polícias e o uso intensivo de inteligência.
Como os investimentos impactaram a segurança na Grande Belém?
A queda nos indicadores criminais foi gradual e constante, conforme explica o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo. O secretário destaca que a série histórica confirma a tendência de declínio sustentado. Em 2019, o total de crimes violentos baixou para 724. Nos anos seguintes, os registros foram de 479 em 2020, 450 em 2021, 430 em 2022 e 382 em 2023. Após uma leve oscilação para 396 casos em 2024, o índice atingiu o seu menor patamar histórico no ano passado.
Este avanço é fruto de um diálogo constante com a sociedade e resultado de um trabalho contínuo de planejamento, integração e presença das forças de segurança em diversas regiões, garantindo mais segurança e qualidade de vida à população
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, afirmou Anselmo. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, a redução seguiu expressiva, mantendo um patamar 81,34% inferior ao verificado no mesmo período de 2018, início da gestão de reformulação da segurança estadual.
Quais recursos foram destinados especificamente para a capital?
Somente em Belém, o aporte financeiro somou R$ 133,5 milhões. O montante foi convertido em reforço operacional e novas estruturas físicas, como a Seccional da Sacramenta e a Delegacia da Ilha de Cotijuba. Além de obras de alvenaria, o Estado adquiriu lanchas blindadas para o Grupamento Fluvial (GFLU) e distribuiu mais de mil computadores, além de sistemas modernos de rádio digital para as patrulhas.
A estratégia de vigilância urbana foi reforçada com a instalação de totens de segurança e câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento. O uso de drones, scanners 3D e equipamentos de identificação biométrica também passou a integrar a rotina das investigações e do patrulhamento preventivo em pontos estratégicos da capital paraense, permitindo uma resposta mais ágil diante de incidentes criminais.
Quais equipamentos foram entregues às forças policiais paraenses?
O reaparelhamento das instituições de segurança envolveu a entrega de um vasto arsenal e itens de proteção individual para garantir a integridade dos agentes. Entre os principais itens fornecidos no período, destacam-se:
- Mais de 11,1 mil armas de fogo de diversos calibres;
- Cerca de 3,1 mil dispositivos elétricos incapacitantes (tasers);
- Mais de 7,3 mil coletes balísticos e 6,7 mil pares de algemas;
- 119 novas viaturas e uma aeronave para o Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp);
- Lanchas destinadas especificamente ao programa Pró-Mulher.
Como as outras cidades da Região Metropolitana foram beneficiadas?
A política de descentralização dos investimentos alcançou municípios vizinhos que integram o complexo metropolitano. Em Ananindeua, foram instalados totens de segurança interativos, incluindo unidades do Totem da Mulher, voltado ao atendimento de vítimas de violência doméstica. Barcarena recebeu uma nova Central de Atendimento e Despacho, enquanto Benevides contou com a entrega da Delegacia de Murinim e um novo sistema de monitoramento por vídeo.
Em Marituba, o destaque foi a inauguração do novo Instituto de Ensino de Segurança do Pará (Iesp), além do fornecimento de equipamentos para a Guarda Municipal. Segundo a Segup, o Pará foi o sexto estado do Brasil a implementar totens de segurança pública. Atualmente, 48 desses equipamentos, equipados com quatro câmeras cada e visão 360°, operam na Região Metropolitana conectando o cidadão em tempo real ao Centro Integrado de Operações (Ciop).