Os investidores institucionais estão demonstrando uma clara preferência pelo Brasil em comparação ao México, além de uma visão positiva sobre a Argentina, conforme a pesquisa LatAm Fund Manager Survey do Bank of America. A pesquisa, realizada com 30 gestores que administram cerca de US$ 94 bilhões, indica um aumento no posicionamento na região, impulsionado por um contexto global favorável aos mercados emergentes e uma maior disposição para assumir riscos. Fonte original: Bloomberg Línea.
Por que o Brasil é o foco dos investidores?
Os gestores destacam que a alta das ações brasileiras no ano se deve mais a fatores globais do que a questões internas, como o ciclo eleitoral ou as taxas de juros. Eles acreditam que a dinâmica do dólar e o desempenho dos mercados emergentes serão os principais fatores para os retornos nos próximos seis meses. Em relação à política monetária, espera-se que o Banco Central inicie cortes na taxa Selic em março, com uma redução de 50 pontos-base.
Quais são as expectativas para o real e os setores preferidos?
O real brasileiro tem expectativas de valorização, com uma taxa de câmbio projetada em torno de 5,20 por dólar até o final de 2026. O relatório também aponta um aumento no apetite por risco, com níveis de caixa em carteira caindo para 5,2%. A estratégia preferida é priorizar ativos de alta qualidade e exposição a commodities, com o setor financeiro sendo o mais sobreponderado.
Como a Argentina se destaca na pesquisa?
Para a Argentina, a pesquisa mostra que a maioria dos gestores mantém uma visão positiva sobre os preços dos ativos, consolidando uma tendência otimista. Quase 60% dos entrevistados esperam uma melhora nos preços dos ativos argentinos. O principal risco para a América Latina continua sendo o fortalecimento do dólar, que pode pressionar moedas e ativos financeiros da região.


