O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, interditar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos. A decisão foi em resposta a um pedido dos filhos do ex-presidente, amparado por um laudo médico que atesta o agravamento de sua saúde devido a um quadro avançado de Alzheimer. Este movimento é um reflexo direto tanto do cuidado com FHC quanto da necessidade de gestão patrimonial adequada.
De acordo com informações do Jovem Pan e do Metrópoles, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado como o curador provisório responsável pela gestão patrimonial de seu pai. Esta nomeação foi acordada entre os familiares, contando com o apoio das irmãs Luciana e Beatriz Cardoso e com a confiança expressa anteriormente pelo próprio FHC.
Por que FHC foi interditado?
O pedido de interdição foi essencialmente motivado pelos filhos de FHC, que se preocuparam com a saúde debilitada do ex-presidente. Um laudo médico apresentado no processo assinado por advogados indica que a doença de Alzheimer em estágio avançado tem comprometido significativamente suas faculdades mentais. Como consequência, FHC já não mantinha controle sobre suas finanças ou decisões práticas do cotidiano.
A decisão também pediu que informações adicionais sobre a capacidade de locomoção de FHC e sua postura em relação à interdição fossem fornecidas ao tribunal. Enquanto isso, sua companheira, Patrícia Kundrát, tem um prazo de 15 dias para concordar formalmente com as ações decididas na interdição.
O que muda para o cidadão?
Para o público em geral, esta decisão reflete uma fase natural de cuidados que muitos idosos enfrentam quando se deparam com doenças degenerativas graves. Não há mudanças diretas para os cidadãos em termos de políticas públicas ou efeitos administrativos, mas ela ressalta a importância de procedimentos legais bem estabelecidos para salvaguardar o bem-estar e os interesses patrimoniais dos idosos.
“O pedido de interdição tinha o objetivo de garantir um cuidado coordenado e autorizado judicialmente sobre os bens do ex-presidente, atendendo à evolução de seu estado de saúde”, relatam as fontes oficiais.
A interdição de FHC é uma medida que visa garantir sua segurança e bem-estar nos últimos anos de vida, oferecendo assistência e gestão adequadas de seus interesses pessoais e patrimoniais por pessoas em quem ele confia e que têm suas melhores intenções em mente.