Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, teve a interdição concedida pela Justiça de São Paulo na quarta-feira, 15 de abril de 2026, com a nomeação de seu filho Paulo Henrique Cardoso como curador provisório de seu patrimônio. A medida foi determinada pelo TJ-SP, com base em laudo médico sobre a condição de saúde de FHC e na concordância das filhas Luciana e Beatriz. De acordo com informações do Poder360, a decisão trata do controle dos ativos financeiros e patrimoniais do ex-presidente.
Segundo a publicação, a escolha de Paulo Henrique para a curadoria provisória considerou uma relação de confiança já indicada anteriormente pelo próprio Fernando Henrique Cardoso. A decisão também fixou prazo de 15 dias para que o filho apresente ao processo a concordância formal de Patrícia Kundrát, atual companheira do ex-presidente.
O que decidiu o TJ-SP sobre a interdição de FHC?
A Corte paulista determinou a transição oficial da gestão patrimonial de Fernando Henrique Cardoso para o filho Paulo Henrique Cardoso, que passa a responder provisoriamente pela condução desse patrimônio. O texto informa que a medida se apoia em laudo médico e na anuência das outras duas filhas do ex-presidente.
A decisão judicial ainda exige a apresentação de provas sobre a mobilidade atual de FHC e o registro de sua reação ao ser notificado sobre a medida. Esses elementos deverão integrar o processo em andamento.
Quem é o curador provisório e quais são as exigências do processo?
Paulo Henrique Cardoso, primogênito de Fernando Henrique Cardoso, foi nomeado curador provisório. Na prática, ele fica responsável pela gestão dos ativos financeiros e patrimoniais do ex-presidente, nos termos definidos pela Justiça paulista.
Além da nomeação, o processo estabelece uma exigência específica com prazo determinado:
- apresentação, em 15 dias, da concordância formal de Patrícia Kundrát;
- envio de provas sobre a mobilidade atual de Fernando Henrique Cardoso;
- registro da reação do ex-presidente ao ser notificado da decisão.
Qual é a situação de Patrícia Kundrát no processo?
De acordo com o texto original, Patrícia Kundrát mantém união estável com Fernando Henrique Cardoso desde 2014. Antes disso, ela atuou como secretária-executiva e administradora do Instituto Fernando Henrique Cardoso.
A reportagem informa ainda que o relacionamento foi confirmado publicamente em 2012, embora os dois já fossem vistos juntos desde o fim de 2010. No processo, a manifestação formal de Patrícia foi solicitada pela Justiça e deverá ser apresentada por Paulo Henrique Cardoso dentro do prazo fixado.
Quem representa a família Cardoso na ação?
A defesa da família Cardoso é conduzida pelos advogados Henrique Ávila, Caetano Berenguer e Fabiano Robalinho, do escritório Bermudes Advogados, conforme informou o Poder360.
A decisão judicial relatada pela publicação não detalha, no trecho divulgado, outros desdobramentos além da nomeação do curador provisório e das diligências requeridas no processo. O caso envolve exclusivamente a administração patrimonial de Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, conforme os dados informados pela reportagem original.