A inteligência artificial tem ampliado seu papel no futebol alemão em 2026, com 13 dos 18 clubes da Bundesliga adotando a plataforma SAP Sports One para integrar dados de performance, saúde, scouting e relacionamento com torcedores. O caso mais destacado é o do Bayern de Munique, onde a tecnologia acompanha desde a compra de ingressos até análises preditivas de cobranças de pênalti. De acordo com informações do IT Forum, a ferramenta passou a ocupar posição central na operação esportiva e comercial dos clubes.
Na reportagem original, Mateus Grings, identificado como Sustainability Adoption Facilitator da SAP, relata ter visitado a Allianz Arena para observar como a tecnologia está inserida na rotina do Bayern. Segundo o texto, a plataforma reúne informações sobre atletas, treinamentos, histórico de lesões, variáveis climáticas de partidas e hábitos de consumo dos torcedores, formando um ecossistema único de dados.
Como a inteligência artificial é usada na experiência do torcedor?
No Bayern, a jornada do torcedor começa no aplicativo do clube. O sistema registra compra de ingressos, preferências de consumo, itens adquiridos em lojas e histórico de visitas ao estádio. A reportagem destaca que, na Alemanha, é comum que os próprios clubes sejam donos das cantinas, o que amplia o rastreamento das transações realizadas durante as partidas.
“O clube consegue monitorar até a quantidade de litros de cerveja consumidos durante o intervalo de uma partida. Tudo traz insights”
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Esses dados, de acordo com o texto, alimentam programas de fidelidade e permitem personalizar ofertas conforme os hábitos de cada torcedor. A lógica descrita é a de transformar interações em pontos e benefícios, conectando consumo e engajamento.
De que forma a plataforma atua dentro de campo?
No aspecto esportivo, o SAP Sports One documenta a trajetória do atleta desde as categorias de base. O sistema reúne características técnicas e comportamentais, histórico médico, condições de treino e contexto das partidas. A proposta é usar essas informações para orientar decisões técnicas com mais precisão.
Um dos exemplos citados na reportagem é o das cobranças de pênalti. Segundo Mateus Grings, a plataforma permite cruzar o histórico geral de um jogador com situações específicas, como jogos decisivos, partidas em casa e momentos de pressão.
“Em jogos decisivos, o padrão de cobrança muda. Esses 10% do histórico total são mais significativos nesse momento do que os 80% restantes”
A avaliação apresentada é que o dado isolado pode ser insuficiente, enquanto o dado contextualizado pode influenciar a leitura do goleiro e a preparação da equipe.
Onde a IA já aparece no recrutamento e na gestão dos clubes?
Na área de scouting, a reportagem informa que a inteligência artificial já foi usada de forma mais autônoma em um projeto experimental com o Hertha Berlin. Nesse caso, a ferramenta foi acionada para produzir relatórios comparativos entre atletas observados, cruzando indicadores objetivos e subjetivos registrados por olheiros. O sistema também é capaz de traduzir documentos automaticamente, recurso apontado como útil para grupos com operações em diferentes países.
Segundo o texto, a diferença entre os clubes não está apenas no acesso à mesma tecnologia, mas no grau de maturidade de uso. A reportagem afirma que equipes com maior tempo de adoção conseguem empregar a plataforma de forma mais ampla e até colaborar com o desenvolvimento de novas funções.
“Quem utiliza o aparato de ponta a ponta está na frente de uma equipe que usa a tecnologia de forma parcial”
Além do Bayern, o Sports One aparece em clubes como Bayer Leverkusen, VfB Stuttgart, Eintracht Frankfurt e Wolfsburg, além de Schalke 04, Hertha Berlin e Hannover 96, conforme a publicação. O sistema também é usado em outras modalidades, incluindo o time de basquete do Bayern.
Qual é o próximo passo dessa tecnologia no esporte?
De acordo com a reportagem, uma das frentes mais promissoras está na medicina esportiva. A plataforma registra treinamentos físicos e táticos, condições do gramado e dados biométricos, permitindo cruzamentos para identificar padrões que possam anteceder lesões.
“Com esses indicadores bem documentados, é possível tomar decisões mais estratégicas e prevenir ocorrências antes que aconteçam”
O texto menciona ainda exames capazes de indicar níveis de fadiga por meio da composição do suor ou de gotas de sangue. Quando integradas ao histórico do atleta, essas informações, segundo a reportagem, ampliam a capacidade de monitoramento.
No caso brasileiro, o obstáculo apontado é a fragmentação de soluções. A avaliação apresentada é que muitos clubes ainda operam com ferramentas separadas para scouting, análise tática, saúde e gestão financeira, sem integração entre os sistemas.
- 13 dos 18 clubes da Bundesliga usam o SAP Sports One
- A plataforma reúne performance, saúde, scouting e dados de torcedores
- O Bayern de Munique é o principal exemplo citado de adoção
- A prevenção de lesões aparece como uma das próximas fronteiras de uso
A reportagem também relaciona a eventual modernização do futebol brasileiro à entrada de capital estrangeiro por meio das Sociedades Anônimas do Futebol, as SAFs. Segundo Mateus Grings, a tendência é que investidores exijam mais controle e rastreabilidade na gestão. Na visão apresentada no texto, desempenho esportivo, engajamento do torcedor e administração do clube fazem parte de uma mesma operação integrada.
“Desempenho esportivo e engajamento do torcedor são variáveis conectadas. Quando a equipe performa bem, o torcedor vai ao estádio e consome mais. As coisas não funcionam separadas”