A aprovação de uma nova proposta para o Plano de Ação de Gênero da UNFCCC na COP30, em Belém, destaca que a crise climática impacta desproporcionalmente mulheres e meninas, especialmente no Sul Global. De acordo com informações do WRI Brasil, essa realidade é evidenciada por estudos como o ‘She Pays the Climate Bill’, que analisam como mulheres chefes de família no Brasil e na Zâmbia lidam com os custos invisíveis da crise.
Como as mulheres são afetadas pela crise climática?
O estudo revela que as mulheres enfrentam aumentos significativos em despesas domésticas durante eventos climáticos, com 92% das entrevistadas no Brasil e 94% na Zâmbia relatando aumento nos gastos com alimentação, energia e saúde. Esses custos são associados a riscos climáticos como calor extremo e mudanças nos padrões de precipitação.
- Gastos diretos: água, alimentos, saúde.
- Gastos indiretos: tempo de cuidado, interrupção de trabalho.
Quais são os impactos sociais da crise climática?
Além dos custos financeiros, a crise climática afeta a saúde e o bem-estar emocional das mulheres. Problemas respiratórios, estresse térmico e doenças infecciosas são comuns. Em termos emocionais, muitas relatam tristeza, ansiedade e exaustão, exacerbadas pela insegurança alimentar.
Como as políticas climáticas podem integrar a perspectiva de gênero?
Reconhecer o papel das mulheres na adaptação climática é crucial. A ONU Mulheres destaca que 25 dos 64 países analisados possuem instrumentos para integrar gênero às políticas climáticas. O novo Plano de Ação de Gênero da UNFCCC reforça prioridades como capacitação, equilíbrio de gênero e ações climáticas responsivas a gênero.
Essas medidas são essenciais para garantir que as mulheres sejam reconhecidas como protagonistas na resposta à crise climática, promovendo justiça climática e eficácia nas ações.