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Ímãs de terras raras podem travar setor de tecnologia avaliado em US$ 10 trilhões, diz artigo

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Diretor-executivo da MBAC Fertilizantes, Antenor Silva, em pronunciamento, à mesa da sala de comissões do Senado Federal dura
Diretor-executivo da MBAC Fertilizantes, Antenor Silva, em pronunciamento, à mesa da sala de comissões do Senado Federal durante audiência pública conjunta realizada pela Comissão de Ciência, Tecnolog Foto: Senado Federal — CC BY 2.0

A possível escassez de ímãs de terras raras pode afetar cadeias produtivas ligadas à defesa, à saúde, à eletrônica e a centros de dados, segundo artigo publicado em 30 de março de 2026. O texto cita a empresa REalloys e sustenta que a forte concentração do processamento e da fabricação desses materiais na China amplia o risco de interrupções para um setor descrito como parte de uma economia de trilhões de dólares. De acordo com informações da OilPrice, o gargalo pode provocar paralisações rápidas quando o fornecimento é pressionado.

Para o Brasil, o tema tem impacto potencial sobre segmentos como a indústria automotiva, equipamentos médicos, eletrônicos e a cadeia de energia eólica, que também dependem desses insumos em diferentes etapas. O país também é frequentemente citado no debate global sobre terras raras por possuir reservas minerais desses elementos, embora transformar reserva em produção e processamento em escala envolva desafios industriais e tecnológicos.

O artigo afirma que os ímãs de terras raras estão presentes em aeronaves militares, aparelhos de ressonância magnética, sistemas de guiagem de mísseis, celulares, robôs cirúrgicos e sistemas de resfriamento de data centers. Nesse contexto, a dependência industrial desses componentes é apresentada como um ponto crítico para diferentes segmentos tecnológicos e industriais.

Por que os ímãs de terras raras são tratados como insumos estratégicos?

Segundo o texto original, um único caça F-35 carrega cerca de 435 quilos desses materiais. O artigo também diz que máquinas de ressonância magnética dependem deles, assim como motores, mecanismos de resposta tátil em smartphones e equipamentos usados em procedimentos cirúrgicos. A avaliação é que esses componentes, embora pouco visíveis para o público, sustentam aplicações consideradas essenciais.

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A reportagem informa ainda que o mercado de ímãs de terras raras vale cerca de US$ 20 bilhões e pode chegar a US$ 30 bilhões até 2030. Ao mesmo tempo, destaca que os produtos que dependem desses ímãs representam uma economia de trilhões de dólares, abrangendo de caças e sistemas médicos a smartphones, robôs e turbinas eólicas.

Onde está o principal risco de abastecimento apontado pelo artigo?

O principal ponto de atenção, de acordo com a publicação, é a concentração geográfica da cadeia. O texto afirma que cerca de 90% do processamento de terras raras e 93% da fabricação de ímãs ocorrem na China. Essa concentração, segundo o artigo, faz com que restrições de oferta ou controles de exportação tenham efeitos imediatos sobre indústrias de vários países.

Para o mercado brasileiro, isso significa exposição indireta a gargalos globais em cadeias nas quais o país atua como produtor, montador ou importador de bens industriais. Setores instalados no Brasil que dependem de componentes eletrônicos, motores, equipamentos hospitalares e máquinas podem sentir reflexos de encarecimento ou atraso quando a oferta internacional fica mais restrita.

Para sustentar esse argumento, o texto relembra que, quando a China apertou os controles de exportação sobre terras raras em 2025, a Ford precisou interromper a produção do Explorer por falta dos ímãs necessários. O artigo também menciona que fornecedores automotivos europeus, por meio da CLEPA, relataram linhas de fábrica paradas pelo mesmo motivo.

Que exemplos de impacto industrial foram citados?

Entre os casos mencionados, o artigo destaca a situação da Ford. O CEO da montadora, Jim Farley, descreveu o abastecimento de ímãs como uma operação diária e extremamente apertada. A referência é usada para mostrar como a escassez desses materiais pode sair do campo geopolítico e atingir diretamente a produção industrial.

O texto lista efeitos associados a uma eventual disrupção na oferta:

  • interrupção de linhas de produção automobilística;
  • risco para sistemas médicos e equipamentos hospitalares;
  • impacto sobre defesa e sistemas de guiagem;
  • pressão sobre eletrônicos de consumo e robótica;
  • possíveis efeitos em infraestrutura de data centers.

Em entrevista citada pela publicação, o chefe de pesquisa e desenvolvimento da REalloys, Andy Sherman, afirmou:

“Se o fornecimento de ligas for interrompido, as linhas de produção não desaceleram de forma gradual. Elas param. Substituições raramente são possíveis, a requalificação leva anos e lacunas de prontidão aparecem imediatamente.”

Há alternativas técnicas para substituir esses materiais?

Segundo o artigo, não há substituto simples disponível. A justificativa apresentada é que propriedades magnéticas de elementos como neodímio, disprósio e térbio estão ligadas à posição desses elementos na tabela periódica, o que limitaria alternativas com desempenho equivalente. Com isso, a capacidade de processar esses insumos passa a ter peso estratégico para a indústria.

O texto da OilPrice não apresenta, no trecho fornecido, uma solução definitiva para o problema, mas enfatiza a tentativa da REalloys de montar uma cadeia de suprimento não chinesa para esse componente. A leitura central do artigo é que a relevância econômica dos ímãs vai muito além do tamanho do mercado específico desses produtos, porque eles sustentam bens e serviços de alto valor em diversos setores.

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