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Hospital Galileu realiza cirurgias de traqueia para devolver a fala a pacientes no Pará

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O **Hospital Público Estadual Galileu** (HPEG), situado na Região Metropolitana de Belém, está promovendo uma mudança significativa na vida de pacientes paraenses que enfrentam complicações respiratórias e perda de fonação. Através de cirurgias complexas e acompanhamento multidisciplinar, a unidade de saúde se consolidou como uma referência estadual na restauração da voz e da respiração de indivíduos afetados por estenoses traqueais. O serviço ganha destaque neste mês de abril de 2026, em celebração ao Dia Nacional da Voz, reafirmando o compromisso do **Governo do Pará** com a saúde pública de alta complexidade.

De acordo com informações da Agência Pará, um dos beneficiados pelo programa é **Bruno Alves de Sousa**, de 29 anos. Após um grave acidente de motocicleta que resultou em traumatismo craniano e necessidade de intubação prolongada, Bruno viveu quase dois anos em silêncio devido a uma traqueostomia. No HPEG, ele passou pelo processo de decanulação e tratamento de estenose traqueal. Em apenas 14 dias de internação, o paciente relatou melhoras expressivas na fala, alimentação e qualidade de vida, destacando o suporte fundamental das equipes de **fisioterapia** e **fonoaudiologia**.

Quais são as principais causas da estenose traqueal e perda da voz?

A estenose traqueal consiste em um estreitamento das vias aéreas que pode dificultar ou impedir totalmente a passagem do ar. Segundo o cirurgião torácico **Ajalce Janahú**, a condição em pacientes não-neoplásicos está majoritariamente associada a períodos prolongados de intubação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), comuns em vítimas de traumas graves. O estreitamento compromete a vibração das pregas vocais, resultando na perda da voz. Além disso, o hospital atende casos decorrentes de:

  • Câncer de laringe;
  • Paralisia das pregas vocais;
  • Complicações de cirurgias de tireoide;
  • Sequelas de radioterapia cervical.

Como funcionam os procedimentos de reconstrução no Hospital Galileu?

As intervenções no **Hospital Galileu** visam restabelecer a anatomia da traqueia para permitir o retorno da fonação e da respiração espontânea. O cirurgião Ajalce Janahú explica que o restabelecimento do fluxo de ar permite a vibração imediata das cordas vocais. Os métodos variam conforme a gravidade de cada caso e podem envolver tecnologias minimamente invasivas ou cirurgias de grande porte.

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“Ao restabelecer a passagem do ar, possibilitamos novamente a vibração das pregas vocais, trazendo o retorno imediato da fonação. As intervenções podem ser realizadas por via endoscópica, pela cavidade oral, ou por cirurgia aberta, com abordagem cervical e reconstrução da traqueia.”

A unidade realiza aproximadamente 250 atendimentos intervencionistas por ano. Atualmente, cerca de 60 pacientes integram um programa contínuo de tratamento que inclui exames diagnósticos, dilatações traqueais, uso de órteses e cirurgias reconstrutivas. A complexidade desses procedimentos exige uma equipe altamente especializada e pronta para atuar em emergências respiratórias, uma vez que qualquer intercorrência pode tornar a traqueostomia definitiva.

Qual é o impacto psicossocial do tratamento para o paciente?

Para além da recuperação física, o tratamento no HPEG foca na reintegração social e emocional. Pacientes traqueostomizados frequentemente perdem o olfato, enfrentam dificuldades intestinais e sofrem com o impacto social da impossibilidade de se comunicar verbalmente. O retorno da voz é descrito pela equipe médica como um momento de profunda transformação. O especialista Janahú destaca que a ciência tem avançado com o uso de próteses modernas e pesquisas com células-tronco para futuras reconstruções ainda mais eficazes no tratamento de casos complexos.

Como o paciente pode acessar o tratamento especializado pelo SUS?

O acesso aos serviços especializados do Hospital Público Estadual Galileu ocorre exclusivamente por meio da regulação estadual da saúde. Pacientes que já estão internados em outras unidades da rede pública são transferidos por meio da central de leitos. Para aqueles que não estão hospitalizados, o encaminhamento deve ser realizado através das seguintes vias:

  • Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);
  • Usinas da Paz;
  • Ambulatórios especializados via Central de Consultas da Secretaria de Estado de Saúde Pública.

A direção da unidade enfatiza a importância de divulgar que a condição de traqueostomizado pode ser revertida em muitos casos. O tratamento é integralmente gratuito pelo **Sistema Único de Saúde** (SUS) e visa devolver a autonomia e a dignidade aos pacientes paraenses.

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