A Hisense lançou a TV UR9 RGB LED como seu primeiro modelo de 2026 com essa tecnologia em faixa mais acessível, apostando em retroiluminação com LEDs vermelhos, verdes e azuis individuais para elevar brilho e reprodução de cor. O produto foi analisado pelo site especializado The Verge em texto publicado em 12 de abril de 2026, com foco no modelo de 65 polegadas, vendido por US$ 3.500. Segundo a avaliação, a televisão entrega HDR preciso, alta luminosidade e cores que vão além do espaço P3, mas entra em disputa direta com OLEDs premium de LG e Samsung, que atuam na mesma faixa de preço.
De acordo com informações do The Verge, a UR9 representa um passo acima das TVs mini-LED tradicionais, ainda que a concorrência com modelos OLED de ponta torne sua proposta comercial mais desafiadora. A análise é assinada por John Higgins, revisor sênior do veículo especializado em TVs e áudio.
O que a Hisense UR9 oferece de diferente?
A principal novidade está no uso da tecnologia RGB LED no sistema de retroiluminação. Em vez de uma solução convencional, a TV utiliza LEDs individuais nas cores vermelha, verde e azul. Na prática, isso amplia a capacidade de reprodução de cor e ajuda no desempenho de brilho em conteúdos HDR. O texto destaca que o aparelho é capaz de exibir cores além do espaço P3, algo relevante para conteúdos produzidos com gama mais ampla.
A linha UR9 chega em quatro tamanhos, segundo o review:
- 65 polegadas: US$ 3.500
- 75 polegadas: US$ 5.000
- 85 polegadas: US$ 6.000
- 100 polegadas: US$ 9.000
O modelo avaliado tem 1,8 polegada de espessura em todo o chassi e usa base central. Também oferece três entradas HDMI 2.1 e uma entrada USB-C com DisplayPort, posicionada na lateral esquerda. O review aponta esse local como um ponto menos favorável para quem pretende deixar um computador conectado de forma permanente, já que o cabo fica visível pela frente.
Como foi o desempenho de imagem no teste?
Na avaliação do The Verge, a UR9 apresentou imagem brilhante, HDR acurado e cobertura de cor avançada. O texto cita que a TV mostrou resultado forte em conteúdos que exploram cores além do padrão P3, como trechos da série documental Planet Earth II. Em uma comparação feita pelo autor, os verdes de cenas de floresta e as cores de beija-flores exibidos em um episódio ambientado no Equador apareceram de forma especialmente vibrante.
O review afirma ainda que a imagem ficou em nível comparável ao observado na TCL X11L, avaliada em US$ 7.000, e mais colorida do que a vista em OLEDs como LG G5 e Sony Bravia 8 II. Ao mesmo tempo, o texto relata a presença de um pouco de “judder”, um tipo de trepidação em movimentos de câmera, sem compensação de movimento ativada. Segundo o autor, ajustar o modo de movimento para Film ajudou a suavizar esse efeito sem gerar aparência artificial.
Outro ponto observado foi a ausência perceptível de “color crosstalk” no uso prático descrito na análise. Esse fenômeno, citado no texto, poderia ocorrer quando cores intensas de fundo interferem visualmente em elementos em primeiro plano, como tons de pele. O revisor diz não ter identificado esse problema no material assistido.
Onde a UR9 ainda perde para as TVs OLED?
Mesmo com elogios à nova retroiluminação, a análise conclui que a tecnologia OLED ainda mantém vantagem em um aspecto central: o contraste. Como a UR9 continua baseada em painel LCD, ainda carrega limitações inerentes a essa arquitetura, como blooming de luz e ângulos de visão mais restritos. O texto reconhece que a Hisense lida bem com esses pontos, embora mencione que a TCL ainda teria leve superioridade no controle de blooming.
Na leitura do The Verge, o controle por pixel das TVs OLED segue entregando qualidade de imagem superior no conjunto. Por isso, embora a UR9 seja apresentada como uma estreia promissora da Hisense no segmento RGB LED mais acessível, seu preço a coloca diante de rivais já consolidados entre os televisores premium.
Vale a pena diante da concorrência atual?
A conclusão do review é positiva, mas com ressalvas. A UR9 é descrita como uma boa primeira investida da Hisense para levar a tecnologia RGB LED a um patamar menos restrito do que o modelo 116UX de 116 polegadas lançado anteriormente por US$ 30 mil. Ainda assim, o texto ressalta que o valor cobrado pelo modelo de 65 polegadas a coloca em confronto direto com OLEDs de alto nível, o que aumenta a exigência sobre seu desempenho.
Em resumo, a avaliação considera que a Hisense UR9 avança sobre as mini-LED tradicionais ao oferecer brilho forte, HDR preciso e reprodução de cor ampla, mas ainda não supera a vantagem estrutural do OLED em contraste e qualidade geral de imagem. O resultado é o de uma TV tecnicamente competitiva, porém pressionada por adversários muito fortes na mesma faixa de preço.