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Hidrogênio verde enfrenta atrasos globais por custos altos e falta de infraestrutura

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O avanço do hidrogênio verde no mundo está mais lento do que o esperado, segundo artigo publicado em 26 de abril de 2026 pela OilPrice. O texto afirma que projetos anunciados com força nos primeiros anos da década estão atrasando em diferentes países devido a custos elevados, lacunas de infraestrutura e ao recuo de empresas e governos em seus planos climáticos. De acordo com informações da OilPrice, a expectativa inicial de expansão acelerada esbarra agora em dificuldades para tirar empreendimentos do papel.

Assinado por Felicity Bradstock, o artigo contextualiza que o hidrogênio verde ganhou tração no período pós-pandemia, quando governos prometeram descarbonizar suas economias e empresas de energia passaram a buscar diversificação de portfólio. A tecnologia foi apresentada como alternativa limpa aos combustíveis tradicionais, sobretudo para setores industriais mais difíceis de descarbonizar. Ainda assim, a reportagem aponta que muitos desses projetos estão ficando para trás à medida que companhias reduzem a ambição climática e governos não cumprem metas de descarbonização.

O que é hidrogênio verde e por que ele ganhou espaço?

Segundo o texto original, o hidrogênio verde é produzido com o uso de eletricidade renovável para alimentar um eletrolisador, equipamento que separa a água em hidrogênio e oxigênio. Depois, o gás pode ser queimado para gerar energia, emitindo apenas vapor d’água e ar quente. Por isso, a tecnologia passou a ser vista como uma opção sem carbono para aplicações energéticas e industriais.

A publicação também destaca o contraste com o hidrogênio cinza e o azul, cuja produção depende do gás natural. Nesse cenário, o hidrogênio verde passou a ser tratado como uma rota potencial para reduzir emissões em atividades com poucas alternativas tecnológicas já maduras.

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Quais obstáculos estão travando os projetos?

O artigo da OilPrice resume que os principais entraves ao setor são os altos custos e a ausência de infraestrutura adequada. Embora o texto não detalhe países ou empreendimentos específicos no trecho fornecido, a avaliação geral é que a execução ficou aquém das expectativas criadas durante a onda inicial de anúncios.

Entre os fatores citados no material, estão:

  • custos elevados para implantação dos projetos;
  • gargalos de infraestrutura;
  • redução de planos climáticos por empresas de energia;
  • dificuldade de governos em cumprir objetivos de descarbonização.

O conteúdo também informa que, apesar do forte impulso inicial, apenas uma pequena parcela dos projetos anunciados foi concluída dentro do prazo. Ao mesmo tempo, sustenta que novas tecnologias e um apoio político mais robusto ainda podem viabilizar uma implantação em larga escala ao longo da segunda metade da década.

Como está a demanda global por hidrogênio?

De acordo com a Agência Internacional de Energia, citada no artigo, a demanda global por hidrogênio chegou a 100 Mt em 2024, o que representou alta de 2% em relação a 2023. O consumo foi puxado por refinarias, produção de químicos e pelos setores de ferro e aço.

A mesma referência indica que a maior parte do hidrogênio ainda é produzida com combustíveis fósseis. Segundo o texto, esse processo consome 290 bilhões de metros cúbicos de gás natural e o equivalente a 90 milhões de toneladas de carvão por ano. Esses números reforçam a distância entre a demanda atual e uma eventual substituição em larga escala por rotas renováveis.

O hidrogênio verde ainda pode avançar?

Apesar do diagnóstico de atraso, a reportagem não descarta uma expansão futura. A avaliação apresentada é que o setor ainda pode ganhar escala mais adiante nesta década se houver evolução tecnológica e políticas públicas mais fortes para sustentar investimentos, produção e infraestrutura.

No quadro descrito pela OilPrice, o hidrogênio verde continua sendo visto como uma alternativa relevante para a transição energética, mas o ritmo real de implantação ficou abaixo do entusiasmo que marcou os primeiros anos de anúncios globais. O resultado, por ora, é um mercado promissor, porém distante das expectativas que ajudaram a impulsionar a tecnologia no início da década.

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