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Hezbollah rejeita reunião entre Líbano e Israel em Washington sobre cessar-fogo

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O líder do Hezbollah, Naim Qassem, pediu nesta segunda-feira, 13, o cancelamento da reunião marcada para terça-feira, 14, em Washington, entre representantes do Líbano e de Israel. O encontro, previsto sob mediação do governo dos Estados Unidos, deve tratar de um cessar-fogo, mas Qassem classificou as negociações como uma capitulação. De acordo com informações da CartaCapital, com conteúdo da AFP, os embaixadores dos dois países nos EUA participariam da conversa.

Em discurso, Qassem afirmou que rejeita as negociações com Israel e defendeu que o encontro seja cancelado. O Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, está em guerra com Israel, e a reunião ocorre em meio à escalada militar no sul do território libanês.

O que o Hezbollah disse sobre a reunião em Washington?

Segundo o texto original, Naim Qassem atacou diretamente a iniciativa diplomática. Ele declarou que as negociações representam uma submissão por parte do Líbano e disse que não reconhece utilidade no processo sem um acordo interno entre os libaneses.

“Rejeitamos as negociações com a entidade israelense […] Esta negociação é uma submissão e uma capitulação”

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Em outro trecho citado pela reportagem, o líder do Hezbollah voltou a endurecer o discurso ao afirmar que o grupo continuará no confronto. A declaração foi feita no momento em que forças israelenses avançam com o objetivo declarado de criar uma zona de segurança no sul do Líbano.

“Não vamos nos render, vamos permanecer em campo até o nosso último suspiro”

O que Líbano e Israel pretendem discutir?

Os embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos têm reunião prevista para esta terça-feira sob os auspícios do governo norte-americano. O objetivo informado é discutir um cessar-fogo. Ainda assim, há divergências entre as partes sobre a ordem das negociações e o foco do processo.

As autoridades libanesas, de acordo com a reportagem, defendem que Beirute quer primeiro um cessar-fogo na guerra entre Israel e Hezbollah. Já os israelenses rejeitam essa prioridade e preferem concentrar esforços em um processo formal de diálogo de paz com o próprio Líbano, país com o qual Israel esteve tecnicamente em guerra por décadas.

  • O Líbano quer priorizar um cessar-fogo
  • Israel diz preferir um diálogo formal de paz com o Líbano
  • A reunião está marcada para Washington com mediação dos Estados Unidos

Como Netanyahu e o governo libanês aparecem nesse impasse?

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no sábado anterior que deseja desmantelar as armas do Hezbollah e alcançar um acordo de paz duradouro. A posição reforça a diferença entre a proposta israelense e a exigência libanesa de interromper primeiro os combates.

No Líbano, o tema também provocou reação nas ruas. Centenas de simpatizantes do Hezbollah protestaram na sexta-feira e no sábado contra as negociações em Washington. Durante os atos, manifestantes acusaram o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, de ser “sionista”, segundo a reportagem.

Qual é o cenário humanitário e diplomático do conflito?

O texto informa que o Líbano contabiliza 2.055 mortos desde o início dos enfrentamentos em 2 de março. Entre as vítimas, estão 165 crianças e pelo menos 87 trabalhadores da saúde. O país também estima em pelo menos um milhão o número de deslocados desde que foi arrastado para a guerra no Oriente Médio.

Nesta segunda-feira, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, instou Netanyahu a encerrar os combates no sul do Líbano, segundo um porta-voz. Ainda de acordo com a reportagem, Merz também demonstrou preocupação com a situação nos territórios palestinos e pediu que não haja anexação parcial de fato da Cisjordânia.

Com a reunião em Washington mantida na agenda e o Hezbollah pressionando pelo cancelamento, o encontro ocorre sob forte tensão política e militar. O impasse revela não apenas a distância entre Líbano e Israel, mas também as divisões internas libanesas e a pressão internacional crescente por uma redução dos combates.

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