Em discurso inflamado durante o 8º Congresso Nacional do PT realizado em Brasília, Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), criticou duramente Flávio Bolsonaro (Partido Liberal). Segundo Haddad, a família do senador representa “a pior política” já vista no Brasil nos últimos 30 anos. O ex-ministro reiterou a importância da reeleição de Lula como “imperativo para o nosso futuro” nas eleições presidenciais de outubro. De acordo com informações da Revista Fórum, Haddad referiu-se ao senador como “Bolsonarinho”.
Haddad não poupou palavras ao afirmar que a família Bolsonaro, embora se apresente como antissistema, está enraizada na política nacional há décadas de modo prejudicial. Ele lembrou episódios que considera negativos, envolvendo a presidência de Jair Bolsonaro, como “rachadinhas” e a gestão da pandemia de COVID-19.
Por que Haddad debochou de Flávio Bolsonaro?
Durante seu discurso no congresso, Haddad reforçou que o objetivo do PT é não só reconstruir, mas também avançar além das conquistas já realizadas pelos governos passados. Ele acusou a família Bolsonaro de recorrer a práticas desonestas, como mobilizar a Polícia Rodoviária Federal para dificultar votações no Nordeste em 2022, enquanto defendia a vitória legítima de Lula naquelas eleições.
Às vésperas das próximas eleições, o PT divulgou um manifesto que propõe um novo projeto nacional baseado em soberania econômica e inclusão social. Denominado ‘Construindo o Futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país’, o documento critica o neoliberalismo e pede a ampliação dos direitos sociais.
Quais são as principais propostas do manifesto do PT?
O manifesto do PT articula a necessidade de reindustrialização e fortalecimento da autonomia nacional. Entre as propostas listadas estão o término da jornada de trabalho de seis dias consecutivos (6×1), além de reformas estruturais para estimular o desenvolvimento econômico e a justiça social no Brasil.
O partido também salienta a relevância de controlar recursos estratégicos, tecnologias e fontes de energia para garantir um futuro sustentável e justo. De acordo com o documento, sem autonomia e planejamento, não há caminho viável para um desenvolvimento efetivo.