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Hábitos alimentares saudáveis são essenciais para prevenir a hipertensão arterial

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A Secretaria estadual da Saúde (Sesa) do Paraná emitiu um alerta sobre a necessidade crítica de manter bons hábitos alimentares e um estilo de vida ativo para prevenir a hipertensão arterial. A condição, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que atinge indivíduos de todas as faixas etárias e classes sociais, configurando-se como um dos maiores fatores de risco para complicações cardiovasculares graves e mortes prematuras.

De acordo com informações da Agência Paraná, o estado registra atualmente 2.186.861 pessoas convivendo com a enfermidade, segundo dados coletados no início do primeiro trimestre de 2026. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, os atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) somaram 820.959 registros, superando os 804.846 atendimentos realizados no mesmo período de 2025.

Quais são os principais fatores de risco para a pressão alta?

A hipertensão é considerada uma condição multifatorial, impulsionada pela interação de diversos comportamentos de risco. O alto consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras e sódio, aliado ao sedentarismo e à ingestão frequente de bebidas alcoólicas, são determinantes centrais. O secretário da Saúde do Paraná, César Neves, enfatiza que a mudança no cardápio é o pilar para a manutenção da estrutura física e mental.

“A redução do consumo de alimentos ultraprocessados no cardápio traz grandes benefícios à saúde. O alimento é o pilar da nossa estrutura; tudo o que consumimos se transforma em energia para o corpo, a mente e o desempenho no cotidiano”, afirmou o secretário.

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Além dos hábitos alimentares inadequados, outros fatores contribuem significativamente para a elevação da pressão arterial e o surgimento de doenças crônicas, tais como:

  • Sobrepeso e obesidade;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo e falta de atividades físicas regulares;
  • Fatores genéticos e histórico familiar;
  • Estresse crônico e baixa qualidade do sono.

Por que o parâmetro da pressão arterial ideal mudou recentemente?

Um ponto de atenção crucial para a população é a atualização dos parâmetros diagnósticos realizada no final de 2025. O valor de 120/80 mmHg, anteriormente visto como ideal, passou a ser classificado como pré-hipertensão. Para que a pressão seja considerada normal dentro dos novos critérios de saúde, os valores devem estar estritamente abaixo dessa marca. Essa mudança visa identificar precocemente pacientes em risco antes que a patologia se estabilize.

O diagnóstico é realizado principalmente por meio da aferição regular. Especialistas recomendam que pessoas a partir dos 20 anos realizem a medição ao menos uma vez ao ano. No entanto, para aqueles que possuem histórico familiar da doença, a orientação é que a verificação ocorra, no mínimo, duas vezes a cada doze meses, garantindo um rastreamento mais eficaz.

Como reduzir o consumo de sódio no dia a dia?

A nutricionista Viviane Bogasz de Melo, da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, alerta que o sódio é um vilão silencioso no prato dos brasileiros. A recomendação oficial é não ultrapassar duas gramas de sódio por dia, o que equivale a aproximadamente cinco gramas de sal de cozinha — cerca de uma colher de chá rasa para todas as refeições.

“Devemos ter cautela com o consumo diário de sódio, que muitas vezes passa despercebido. Na prática, isso significa reduzir o uso do sal no preparo dos alimentos e evitar o consumo de produtos ultraprocessados, que frequentemente contêm altas quantidades de sódio”, explicou a especialista.

Os alimentos ultraprocessados são particularmente prejudiciais por serem nutricionalmente desbalanceados. Eles possuem baixas quantidades de fibras e minerais, mas são carregados de aditivos químicos que desregulam os mecanismos de fome e saciedade, além de prejudicarem a microbiota intestinal e promoverem inflamações sistêmicas que favorecem a obesidade e o diabetes.

Quais as estratégias do Governo do Paraná para combater a doença?

Para enfrentar esse cenário, a Sesa utiliza a Rede de Atenção à Saúde, centrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O foco está na proteção, prevenção e no diagnóstico oportuno por meio da Estratégia do Risco Cardiovascular. O estado também implementou um indicador específico no Programa de Aperfeiçoamento para Profissionais da Saúde (PROAPS) para estimular a estratificação de risco em pessoas de 40 a 74 anos.

Embora a hipertensão não tenha cura, o tratamento adequado permite o controle total da condição. Isso envolve não apenas o uso de medicamentos prescritos por médicos, mas uma transformação completa no estilo de vida. Manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios são atitudes fundamentais para reduzir riscos e evitar complicações fatais como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).

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