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Guerra no Oriente Médio pode reduzir demanda por petróleo em 20% até 2050

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A guerra no Oriente Médio pode provocar efeitos duradouros sobre o mercado global de energia, com impacto sobre o fornecimento de commodities, preços de combustíveis e o ritmo de transição energética até 2050. Segundo avaliação conjunta de líderes da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial, além de projeções da consultoria Wood Mackenzie, o conflito já afeta a estabilidade do setor e pode acelerar a busca por fontes domésticas de energia, com avanço de renováveis e nuclear. De acordo com informações do Petronotícias, a análise foi publicada em 14 de abril de 2026.

As três instituições afirmaram, após reunião realizada no início da semana, que mesmo com a retomada dos fluxos regulares de transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, o retorno do fornecimento global aos níveis anteriores ao conflito deve levar tempo. O motivo apontado são os danos à infraestrutura em países do Golfo Pérsico e as interrupções no suprimento de insumos estratégicos para energia, alimentos e outros setores.

Por que o conflito pode ter efeitos prolongados sobre o mercado de energia?

Na declaração conjunta, os chefes da AIE, do FMI e do Banco Mundial disseram que os preços de combustíveis e fertilizantes podem permanecer elevados por um período prolongado. O texto relaciona esse cenário aos danos sofridos pela infraestrutura regional e aos ataques do Irã a instalações de energia em países vizinhos, como Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

Devido a interrupções no fornecimento, a escassez de insumos-chave provavelmente terá implicações para energia, alimentos e outras indústrias. A guerra também deslocou pessoas à força, impactou empregos e reduziu viagens e turismo, o que pode levar tempo para reverter

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Além da pressão sobre cadeias globais de suprimento, a avaliação indica que o conflito afeta empregos, desloca populações e reduz atividades como viagens e turismo. Esses fatores, segundo as instituições, tendem a prolongar os efeitos econômicos mesmo após eventual normalização parcial da logística marítima.

O que projeta a Wood Mackenzie para petróleo, gás e outras fontes?

A Wood Mackenzie avalia que uma interrupção prolongada no fornecimento de energia do Oriente Médio pode acelerar uma mudança estrutural nos sistemas energéticos globais. No cenário citado, a dependência das importações de petróleo e gás seria reduzida pela metade até 2050, enquanto a demanda por petróleo cairia 20% e a de gás, 10%, em relação ao cenário base.

De acordo com a consultoria, a prioridade crescente à segurança energética levaria países a atender a demanda com mais eletrificação, renováveis, carvão e energia nuclear. Ao mesmo tempo, diminuiria a dependência de combustíveis negociados globalmente. A empresa pondera, porém, que essa transição envolveria custos maiores e aumento das emissões no curto prazo, em razão do uso ampliado de carvão antes de uma convergência posterior com o cenário base.

Os sistemas energéticos tornam-se mais domésticos e diversificados, mas também mais custosos, enquanto as emissões de curto prazo aumentam devido ao maior uso de carvão antes de convergirem com o cenário base no longo prazo

Nas projeções citadas, o carvão sobe 20% à medida que os países buscam diversificar a oferta e priorizar recursos domésticos. Já a geração nuclear ficaria 40% acima do cenário base, com tecnologias convencionais e de próxima geração ganhando escala a partir da década de 2030. As renováveis seguiriam em expansão acelerada, enquanto hidrogênio e captura de carbono perderiam espaço.

  • Demanda por petróleo: queda de 20% até 2050 em relação ao cenário base
  • Demanda por gás: queda de 10%
  • Carvão: alta de 20%
  • Geração nuclear: 40% acima do cenário base

Como a consultoria descreve a reconfiguração dos sistemas energéticos?

O analista principal de cenários e tecnologias da Wood Mackenzie, Jom Madan, afirmou que a reorganização do setor tende a reduzir a dependência do comércio internacional complexo e reforçar soluções locais.

Os sistemas energéticos tornam-se mais locais, mais diversificados e menos dependentes do comércio internacional complexo

Eletrificação e energia nuclear têm prioridade, enquanto hidrogênio e captura de carbono são despriorizados devido a considerações de custo, eficiência e segurança

A leitura apresentada pela consultoria sugere uma transição menos orientada por integração global e mais centrada em segurança de abastecimento. Nesse desenho, renováveis e nuclear ganham espaço como pilares da oferta doméstica, enquanto tecnologias vistas como mais caras ou complexas perdem prioridade.

O que acontece no conflito enquanto o mercado reage?

Segundo o texto original, desde as 11h de 13 de abril, os Estados Unidos passaram a proibir que navios saindo ou chegando a portos iranianos trafeguem pelo Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que destruirá embarcações iranianas que se aproximarem do bloqueio imposto pelos EUA.

Aviso: Se algum desses navios (iranianos) se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar. É rápido e brutal. P.S.: 98,2% das drogas que entravam nos EUA por via marítima ou oceânica PARARAM!

O texto também relata que Trump disse a jornalistas, do lado de fora do Salão Oval da Casa Branca, que o Irã voltou a procurar Washington “por meio das pessoas certas” em busca de um acordo de paz após o bloqueio naval. Segundo a declaração reproduzida, o presidente americano condicionou qualquer acordo ao abandono, por parte do Irã, de pretensões de desenvolver armas nucleares.

O Irã não terá uma arma nuclear… Se eles não concordarem, não haverá acordo. Nunca haverá

Trump acrescentou, de acordo com a reportagem original, que os Estados Unidos pretendem ficar com o urânio enriquecido mantido pelo Irã após ataques contra instalações nucleares do país. Até a publicação do material de origem, a guerra seguia sem sinal claro de desfecho, enquanto instituições internacionais e consultorias avaliavam seus impactos de longo prazo sobre energia, comércio e segurança de abastecimento.

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