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Guaratuba terá complexo náutico de R$ 100 milhões no lugar do ferry boat

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O Governo do Paraná anunciou a construção de um complexo náutico em Guaratuba, no litoral do estado, para ocupar a área atualmente utilizada pela estrutura do ferry boat. A iniciativa, que sucede a inauguração da Ponte de Guaratuba, prevê uma revitalização completa do acesso à região central da cidade e a transformação do espaço em um polo de turismo e lazer. O projeto será viabilizado via concessão à iniciativa privada, com previsão de início das obras para 2027.

De acordo com informações da Agência Paraná, o empreendimento terá um investimento estimado em R$ 100 milhões. O planejamento, conduzido pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl), contempla uma área total de mais de 30 mil metros quadrados, sendo que 12 mil metros quadrados serão destinados à área construída, integrando espaços de uso público e comercial.

Como será a estrutura do novo complexo náutico em Guaratuba?

A marina será o componente central da estrutura, oferecendo 303 vagas molhadas para embarcações atracadas na baía e 400 vagas secas para armazenamento interno. O projeto inclui ainda um estacionamento com capacidade para 208 veículos, além de amplas áreas voltadas para a convivência social. O espaço contará com restaurantes, lojas e infraestrutura preparada para a realização de eventos, buscando atrair visitantes durante todo o ano, inclusive em períodos de baixa temporada.

O projeto arquitetônico prioriza a integração com a comunidade local, reservando a maior parte do terreno para o uso público e gratuito. Estão previstos os seguintes elementos no complexo:

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  • Orla pública com ciclovia e pista de caminhada;
  • Espaço reservado para animais de estimação (pet space);
  • Pontos de apoio para o Corpo de Bombeiros e para a Marinha do Brasil;
  • Acessos facilitados para pescadores e moradores à baía;
  • Áreas para pequenos eventos públicos e privados.

Qual será o modelo de gestão e o prazo para o início das obras?

A gestão do local será realizada por meio de uma concessão administrativa com duração de 30 anos. A empresa vencedora da licitação, prevista para ocorrer em outubro de 2026, será responsável pelo custeio integral das obras e pela manutenção contínua do espaço. Segundo a Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Paraná, o modelo de concorrência pública deve gerar uma economia de R$ 20 milhões aos cofres estaduais ao longo do contrato.

“Com a construção da ponte, o governo entendeu que o espaço onde hoje funcionava o ferry boat deveria ter uma nova utilidade. A partir daí começamos a planejar um complexo náutico que aproveitasse esse potencial”, explicou Luiz Moraes Júnior, chefe da Unidade Gestora do Programa de Parcerias.

A desmobilização do sistema de balsa ocorrerá de forma gradual após a liberação total do tráfego na ponte. O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, pontuou que o ferry boat permanecerá operacional temporariamente para garantir a transição segura entre os dois modelos de travessia antes do início da requalificação urbana tanto no lado de Guaratuba quanto no lado de Matinhos.

Quais são os impactos econômicos esperados para a região litorânea?

A fase de construção do complexo náutico deve impulsionar significativamente o mercado de trabalho local. Estima-se a criação de 1.425 empregos diretos e indiretos, o que poderá injetar aproximadamente R$ 100 milhões em salários na economia regional. Durante a fase de operação plena, a expectativa é de que outros 695 postos de trabalho sejam gerados para atender às demandas de serviços, comércio e turismo náutico.

Para o prefeito de Guaratuba, Maurício Lense, o empreendimento é uma oportunidade estratégica para evitar que áreas centrais fiquem ociosas após a mudança na logística de transporte. O gestor municipal destacou que o fortalecimento da infraestrutura náutica atende a uma demanda antiga e favorece a rede hoteleira e o setor de serviços, combatendo os efeitos da sazonalidade no litoral paranaense.

As próximas etapas do projeto incluem a abertura de consulta pública e a realização de audiências presenciais em Guaratuba. O período de contribuições durará 30 dias, permitindo que moradores e investidores sugiram ajustes técnicos. Após as análises da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a autorização legislativa necessária, o edital final será publicado para dar seguimento ao processo licitatório.

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