A greve dos rodoviários no sistema de transporte coletivo de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, segue ativa e afeta milhares de passageiros. Uma nova paralisação das atividades operacionais está confirmada para esta terça-feira, dia 28 de abril, com interrupção marcada a partir das oito horas da manhã no Terminal de Transporte Urbano (TTU), o principal ponto de conexão e integração viária do município. O movimento ocorre por tempo indeterminado e reflete a ausência de um acordo trabalhista entre os profissionais e a concessionária responsável pela frota urbana.
De acordo com informações do Diário do Transporte, a mobilização da categoria foi deflagrada após um impasse profundo nas rodadas de negociação. As tratativas envolvem diretamente o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sitrofi) e a Viação Santa Clara, empresa que detém a concessão para a operação das linhas municipais. Até o presente momento, a companhia de ônibus não formalizou uma proposta capaz de suspender o cruzamento de braços da categoria.
Quais são as principais reivindicações dos motoristas em greve?
A base do conflito trabalhista reside na exigência de regularização de pendências e de benefícios essenciais previstos. Segundo a representação sindical dos rodoviários, a empresa operadora acumula falhas nos repasses de direitos fundamentais para a subsistência da categoria. A pauta de exigências para a retomada integral dos serviços foca em três pontos centrais que afetam diretamente a renda dos colaboradores da concessionária.
Para esclarecer o impasse, as cobranças do sindicato envolvem os seguintes itens pendentes:
- Pagamento regularizado do vale-alimentação mensal dos rodoviários;
- Fornecimento adequado da cesta básica estipulada para a categoria;
- Quitação do adicional financeiro destinado aos motoristas que acumulam a dupla função de dirigir o veículo e realizar a cobrança de passagens nas catracas.
A ausência de uma resolução para estes três fatores mantém o estado de greve ativo. O sindicato reforça que as operações plenas dependem de uma sinalização oficial da companhia de transporte para sanar o passivo acumulado com os prestadores de serviço do sistema viário municipal.
Como funciona o esquema de frota mínima durante a paralisação?
Para mitigar os danos à mobilidade urbana e respeitar a legislação de greve em serviços essenciais, a categoria mantém uma operação parcial. Durante a segunda-feira, dia 27, uma fração dos ônibus deixou as garagens para garantir o deslocamento básico da população. A entidade sindical relatou que o equivalente a 33% da frota regular circulou pelas vias públicas durante a janela de paralisação diurna.
A dinâmica de restrição foi desenhada para concentrar o impacto em horários específicos. As primeiras viagens do dia, sobretudo aquelas que conectam os bairros periféricos ao centro de Foz do Iguaçu, operam sem restrições no início da manhã. Contudo, após as oito horas, os trabalhadores interrompem as atividades no terminal central, instaurando uma suspensão parcial que tende a se repetir no período da tarde.
Quais horários e linhas operam normalmente na cidade?
Apesar do movimento grevista no terminal principal, o sistema de mobilidade possui janelas de normalidade. A estratégia sindical prevê que os ônibus voltem a circular de maneira integral no período noturno. Os passageiros que necessitam se deslocar entre as 18 horas e uma hora da madrugada encontram a frota operando com sua capacidade habitual, facilitando o retorno para casa ao final do dia.
Além do horário noturno, existem exceções importantes no mapa de linhas da cidade. A linha conhecida como Interbairros, que possui um trajeto próprio e não depende da infraestrutura do terminal central para a realização de operação, não aderiu à interrupção e segue prestando o serviço habitualmente à população.
O impacto do protesto também se restringe geograficamente ao transporte de característica municipal dentro dos limites de Foz do Iguaçu. Consequentemente, os serviços de transporte metropolitano com destino à cidade vizinha de Santa Terezinha de Itaipu não enfrentam alterações. Da mesma forma, as linhas de caráter internacional, que seguem em direção ao Paraguai e à Argentina, mantêm o fluxo contínuo e sem interrupções.