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Greve na USP ganha adesão de estudantes e amplia pauta por bolsas e restaurantes

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A greve na USP passou a contar com adesão de estudantes a partir de quarta-feira, 15 de abril de 2026, em São Paulo, ampliando as reivindicações do movimento que começou com os funcionários da universidade. Além da reação à criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE), destinada a docentes, a paralisação passou a incluir pedidos por reajuste de bolsas, melhorias nos restaurantes universitários e discussão sobre a gestão de espaços acadêmicos. De acordo com informações do Poder360, a mobilização estudantil foi iniciada no contexto da contestação à política adotada pela reitoria.

Os protestos fazem referência à Resolução nº 8.969, de 2 de abril de 2026, que criou a GACE. Pela norma, o benefício é voltado a docentes e pago mensalmente em parcelas fixas e irreajustáveis, por até 24 meses, conforme edital e disponibilidade orçamentária. Entre os funcionários, a leitura relatada é a de que a medida beneficiou apenas uma parcela da comunidade universitária e aprofundou a diferença interna de tratamento.

O que motivou a ampliação da greve na USP?

Na assembleia que aprovou a greve, os funcionários defenderam a incorporação de um valor fixo de R$ 1.600 ao salário, além de reajuste de cerca de 14% para recompor perdas desde 2012, abono de horas de ponte e recesso e apoio às pautas estudantis. O Sintusp também informou que a paralisação foi aprovada por tempo indeterminado e vinculada à campanha salarial unificada com Unesp e Unicamp.

Com a entrada dos estudantes, a pauta deixou de se restringir ao apoio aos servidores. Segundo a Adusp, o DCE-Livre informou que 105 cursos deliberaram pela paralisação na terça-feira, com reivindicações que incluem aumento das bolsas do Papfe, reajuste dos valores pagos, melhorias nos restaurantes universitários e negociação direta sobre o uso e a gestão dos espaços estudantis.

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Quais são as reivindicações dos estudantes?

A proposta apresentada pelos estudantes, segundo o texto original, é elevar as bolsas integrais de R$ 885 para R$ 1.000 e as parciais de R$ 335 para R$ 500. A pauta também menciona condições de permanência estudantil e mudanças relacionadas à infraestrutura de apoio dentro da universidade.

Em comunicado citado pela Adusp, a reitoria afirmou que o Papfe é uma política consolidada. Ainda segundo esse posicionamento, em 2026 o conjunto dos programas terá aporte de cerca de R$ 461 milhões, alta de 8,25% em relação ao ano anterior, com 15.869 estudantes beneficiados.

Como estão as negociações com a reitoria?

O Sintusp informou que a reitoria marcou uma primeira reunião de negociação para esta quinta-feira, 16 de abril, depois da continuidade da greve aprovada em assembleia no dia 15. A expectativa é que o encontro seja usado para discutir as reivindicações apresentadas pelos funcionários, entre elas a pauta salarial e os efeitos da criação da gratificação voltada a docentes.

Até o momento citado pelo texto de origem, não havia indicação de proposta formal da universidade para encerrar o movimento. A negociação está entre os primeiros desafios do reitor Aluísio Segurado diante da paralisação iniciada no começo de sua gestão. Professor titular da Faculdade de Medicina da USP, ele tomou posse em 23 de janeiro de 2026 para mandato de 2026 a 2030.

Quais são os principais pontos da paralisação?

  • Contestação à criação da GACE, voltada a docentes
  • Pedido de incorporação de R$ 1.600 ao salário dos funcionários
  • Reajuste salarial de cerca de 14% reivindicado pelos servidores
  • Reajuste das bolsas do Papfe
  • Melhorias nos restaurantes universitários
  • Negociação sobre uso e gestão de espaços estudantis

A paralisação, portanto, reúne demandas de diferentes segmentos da comunidade universitária e amplia a pressão sobre a reitoria em um momento inicial da nova administração. O movimento passou a combinar reivindicações salariais dos funcionários com pleitos de permanência estudantil e estrutura universitária apresentados pelos alunos.

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