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GPT-Rosalind da OpenAI mira descoberta de medicamentos e pesquisa em ciências da vida

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A OpenAI lançou na quinta-feira o GPT-Rosalind, um modelo de raciocínio desenvolvido para pesquisa em ciências da vida, com foco em bioquímica, genômica e engenharia de proteínas. Segundo a empresa, a ferramenta foi criada para apoiar síntese de evidências, geração de hipóteses, planejamento experimental e fluxos científicos de várias etapas. De acordo com informações do The Next Web, o acesso inicial está restrito a um programa de acesso confiável para clientes empresariais qualificados nos Estados Unidos.

O modelo é apresentado como a primeira série da OpenAI voltada a um domínio específico. Nesta fase de prévia de pesquisa, ele está disponível no ChatGPT, no Codex e na API da empresa, mas somente para organizações previamente avaliadas. Entre os parceiros de lançamento citados estão Amgen, Moderna, Thermo Fisher Scientific e o Allen Institute.

O que é o GPT-Rosalind e para que ele foi criado?

De acordo com o anúncio, o GPT-Rosalind foi ajustado para tarefas ligadas à pesquisa em ciências da vida e à descoberta de medicamentos. A proposta é reunir, em uma única interface, capacidades como consulta a bases de dados especializadas, leitura de literatura científica, interação com ferramentas computacionais e sugestão de caminhos experimentais.

A OpenAI afirma que o sistema pode ajudar a reduzir o tempo entre uma ideia científica e a produção de evidências clínicas. No texto de apresentação, a empresa diz que o desenvolvimento de um medicamento, da descoberta de um alvo à aprovação regulatória nos Estados Unidos, costuma levar cerca de 10 a 15 anos.

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Por que o nome faz referência a Rosalind Franklin?

O modelo recebeu o nome de Rosalind Franklin, química britânica e cristalógrafa de raios X cujo trabalho com imagens de difração do DNA foi considerado fundamental para a identificação da estrutura de dupla hélice. O texto destaca que sua contribuição não apareceu no Prêmio Nobel de 1962 concedido a Watson, Crick e Wilkins.

Segundo a reportagem, a escolha do nome também funciona como um reconhecimento ao papel de Franklin na biologia molecular moderna e às discussões sobre o apagamento de mulheres na história da ciência.

Quais ferramentas e parceiros foram anunciados com o lançamento?

Além do modelo, a OpenAI informou a criação de um plugin de pesquisa em ciências da vida para o Codex. Esse recurso conecta os modelos a mais de 50 ferramentas científicas e fontes de dados, permitindo acesso programático a bancos de dados biológicos e pipelines computacionais.

A empresa também declarou que trabalha com o Los Alamos National Laboratory em design de proteínas e catalisadores orientado por inteligência artificial. Entre os parceiros de lançamento mencionados estão:

  • Amgen
  • Moderna
  • Thermo Fisher Scientific
  • Allen Institute

Como foi o desempenho do modelo nos testes citados?

Segundo dados informados pela OpenAI, o GPT-Rosalind alcançou taxa de aprovação de 0.751 no BixBench, benchmark de bioinformática desenvolvido pela Edison Scientific para avaliar tarefas de biologia computacional em cenários do mundo real.

No LABBench2, descrito como um benchmark mais amplo para tarefas de pesquisa, o modelo superou o GPT-5.4 em seis de 11 tarefas, com maior vantagem em CloningQA, atividade voltada ao desenho completo de reagentes para protocolos de clonagem molecular.

A reportagem também cita uma avaliação de terceiros conduzida com a Dyno Therapeutics, empresa de terapia gênica focada no desenho de proteínas de capsídeo AAV. Nesse teste, foram usadas sequências de RNA inéditas e não publicadas para reduzir risco de contaminação de benchmark. De acordo com a OpenAI e veículos que cobriram o lançamento, as melhores submissões do modelo ficaram acima do percentil 95 de especialistas humanos em uma tarefa de previsão e em torno do percentil 84 em geração de sequências.

Por que o acesso foi limitado nesta fase inicial?

O lançamento vem acompanhado de ressalvas sobre uso dual. Pesquisadores já alertaram, segundo o texto, que modelos treinados com dados biológicos podem ser mal utilizados para auxiliar no desenho de patógenos perigosos.

Como resposta a esse risco, a OpenAI restringiu o acesso ao programa de trusted-access, com exigência de que as organizações demonstrem atuação voltada à melhoria de resultados em saúde humana e mantenham controles robustos de segurança e governança. Durante a fase de prévia de pesquisa, o uso do GPT-Rosalind não consumirá créditos já existentes da API, de acordo com a empresa.

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