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Governo do Pará emite orientações sobre animais silvestres em áreas urbanas

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O Governo do Pará, por meio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e do Corpo de Bombeiros, intensificou as orientações à população sobre os procedimentos adequados ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, especialmente em Belém e na região metropolitana. De acordo com informações da Agência Pará, a medida é fundamental para garantir a segurança dos moradores e a integridade física da fauna local, cuja circulação tende a aumentar durante o período de chuvas intensas na região amazônica.

A incidência desses animais em áreas urbanizadas ocorre com maior frequência em localidades próximas a fragmentos de florestas, igarapés, canais e zonas com vegetação densa. A combinação do avanço urbano com as características geográficas do estado facilita o deslocamento de espécies silvestres para dentro de quintais e residências, gerando riscos de acidentes tanto para os seres humanos quanto para os espécimes, que podem ser feridos por ataques domésticos ou tentativas de captura inadequadas.

Qual é o procedimento correto ao avistar um animal silvestre?

O tenente Fagner Batista, integrante do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar do Pará (PMPA), ressalta que a principal recomendação é manter a distância e evitar qualquer tipo de contato direto. A orientação técnica visa impedir reações agressivas dos animais que, ao se sentirem acuados, podem atacar para defesa própria. O oficial destaca a importância de acionar os órgãos competentes imediatamente para que o manejo seja realizado por profissionais treinados.

Quando encontrar algum desses animais no quintal ou dentro da residência, o recomendado é se afastar e acionar o 190, do Centro Integrado de Operações (CIOP), para que a Polícia Ambiental realize o resgate de forma segura, tanto para as pessoas quanto para o animal.

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Os agentes do BPA são capacitados especificamente para o resgate e a captura de fauna silvestre. Eles utilizam equipamentos de proteção individual e ferramentas adequadas, como pinças de contenção, puçás e caixas de transporte ventiladas. Essa estrutura técnica permite que o animal seja imobilizado sem sofrer traumas físicos, garantindo que o ciclo de resgate ocorra dentro dos protocolos de bem-estar animal estabelecidos pelas autoridades ambientais.

Quais espécies são mais comuns e por que elas aparecem?

Dentre as ocorrências registradas pelas forças de segurança, as espécies com maior índice de aparecimento em zonas urbanas incluem:

  • Cobras de diversos gêneros, incluindo peçonhentas e constritoras;
  • Jacarés que habitam canais e áreas alagadiças;
  • Escorpiões, que buscam abrigo em locais secos dentro de casas durante enxurradas;
  • Pássaros e pequenos mamíferos feridos ou desorientados.

O aumento das chuvas é um fator determinante para essa movimentação. O transbordamento de canais e o alagamento de habitats naturais forçam os animais a buscarem terrenos mais altos ou abrigos secos, o que muitas vezes os leva para o interior de edificações humanas. Além disso, a busca por alimento em áreas periféricas contribui para a aproximação frequente desses animais das comunidades residentes em Belém e municípios vizinhos.

O que acontece com o animal após o resgate técnico?

Após a captura segura efetuada pelos militares, o processo não se encerra com a retirada do local. O fluxo institucional prevê que os animais passem por uma rigorosa avaliação clínica para identificar possíveis ferimentos, sinais de desidratação ou doenças. Caso o animal esteja em boas condições de saúde, ele é devolvido imediatamente ao seu habitat natural em áreas de preservação ambiental distantes dos centros urbanos.

Em situações onde o espécime apresenta lesões ou necessita de cuidados prolongados, ele é encaminhado a instituições especializadas em reabilitação de fauna. De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades, entre o ano de 2024 e março de 2026, o estado do Pará registrou o resgate de mais de 5,5 mil animais silvestres. Esse volume expressivo de operações demonstra a eficácia do monitoramento e a crescente conscientização da população em utilizar os canais oficiais de denúncia e resgate em vez de tentar resolver a situação por meios próprios.

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