Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado pelo Paraná pelo PT, criticou neste domingo, 26 de abril de 2026, editoriais publicados pelos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, ao afirmar que os textos expressam posições conservadoras e desconectadas da realidade social brasileira. A reação foi feita nas redes sociais, em resposta a um editorial de O Globo sobre jornada de trabalho e a um texto do Estadão sobre a atuação do Estado na economia. De acordo com informações da Revista Fórum, a deputada classificou os editoriais como ultrapassados.
Segundo a publicação, Gleisi disse que os textos “parecem ter sido escritos no Século XIX”. A parlamentar reagiu especialmente ao posicionamento atribuído a O Globo sobre a jornada semanal de trabalho e ao que descreveu como rejeição do Estadão à participação estatal no desenvolvimento do país. Na mesma manifestação, ela também afirmou que o Brasil “precisa e quer seguir adiante, sob a liderança do presidente Lula”.
O que Gleisi Hoffmann disse sobre o editorial de O Globo?
Na crítica ao editorial de O Globo, Gleisi contestou a defesa de que a jornada de trabalho no Brasil não deveria ser reduzida. De acordo com o texto reproduzido na reportagem original, a parlamentar rebateu a ideia de que o país deveria ampliar, e não diminuir, a carga horária semanal, tema que aparece no debate sobre a redução de 44 para 40 horas e o fim da escala seis por um.
“O Globo chega ao cúmulo de dizer que a jornada de trabalho no Brasil deveria aumentar, e não ser reduzida de 44 para 40 horas semanais, com o fim da escala 6×1, que o jornal considera um horror”
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A matéria também reproduz um trecho do editorial citado, no qual O Globo afirma que a redução da jornada, em outros países, ocorreu após avanço econômico e ganho de produtividade. O texto do jornal, segundo a reportagem, sustenta que, no atual estágio de desenvolvimento do Brasil, a jornada “deveria ser maior, não menor”.
Como foi a reação ao editorial do Estadão?
Em relação ao Estadão, Gleisi afirmou que o jornal rejeita a participação do Estado no desenvolvimento nacional. Na manifestação reproduzida pela Revista Fórum, ela acusou o periódico de ignorar a trajetória histórica do país ao defender uma visão de mercado que, em sua avaliação, seria extrema.
“E o Estadão repudia toda e qualquer participação do estado no desenvolvimento do país, passando a borracha na história para defender a selvageria mercadista. Daqui a pouco vão defender a volta do trabalho escravo e a abolição do estado nacional”
A reportagem também trouxe um trecho do editorial do Estadão. Nele, o jornal critica o que chama de narrativa do “lulopetismo” sobre gastos públicos, investimento e política fiscal. O texto afirma que o mercado “não inventa a dívida” e cobra o custo de financiá-la diante da condução econômica do governo.
- Gleisi reagiu a editoriais publicados no domingo, 26 de abril de 2026
- As críticas foram dirigidas a O Globo e O Estado de S. Paulo
- Os temas centrais foram jornada de trabalho e participação do Estado na economia
- A manifestação ocorreu nas redes sociais, segundo a reportagem
Qual é o contexto da declaração da parlamentar?
O episódio se insere no debate político e econômico em torno de direitos trabalhistas, papel do Estado e rumos da gestão federal. No material publicado pela Revista Fórum, Gleisi aparece na condição de pré-candidata ao Senado pelo Paraná e faz uma crítica direta à linha editorial dos dois jornais. O texto não informa resposta de O Globo ou do Estadão às declarações da deputada.
Ao encerrar sua reação, Gleisi afirmou que os autores dos editoriais “não conseguem ler a realidade” do país. A declaração foi apresentada como parte de um embate sobre visões de desenvolvimento, legislação trabalhista e política econômica, com menção ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Estes editorialistas são capazes de escrever tudo, mas não conseguem ler a realidade de um país que precisa e quer seguir adiante, sob a liderança do presidente Lula”
A reportagem original reúne as críticas da parlamentar e os trechos dos editoriais para mostrar o contraste entre as posições. Sem acrescentar novos fatos além dos que foram publicados, o caso expõe mais um capítulo da disputa de narrativa entre agentes políticos e grandes veículos de imprensa sobre trabalho, economia e Estado.