O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou descontentamento em relação à vinculação do caso Master ao STF. Durante uma entrevista ao programa ‘JR Entrevista’ da Record News, o magistrado descreveu como uma ‘maldade’ a tentativa de transferir a crise para a Praça dos Três Poderes, alegando que o problema persiste na região da Faria Lima. A investigação envolve suspeitas de fraudes financeiras que, segundo Mendes, estão mais relacionadas ao sistema financeiro e seus órgãos reguladores, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Qual é o posicionamento de Gilmar Mendes sobre a crise?
Gilmar Mendes minimizou o envolvimento de colegas do STF no escândalo, considerando que qualquer ligação do tribunal ao caso é marginal. Ele destacou que a crise do Banco Master pode revelar um problema ‘sistêmico’, enfatizando que bancos de grande porte estavam vendendo Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master. Mendes ressaltou a importância de uma investigação minuciosa para compreender a extensão dos fatos.
Quais ações foram tomadas em resposta ao escândalo?
Em reação ao escândalo, diversos pedidos de impeachment contra ministros do STF foram protocolados, com alegações de responsabilidade no caso. Dias Toffoli, outro ministro do tribunal, afastou-se da relatoria do caso Master após a Polícia Federal identificar possíveis conexões entre ele e Daniel Vorcaro. Mendes defendeu a decisão de Toffoli de se afastar, argumentando que se tratava de um procedimento interno no tribunal.
Quais críticas Gilmar Mendes expressou sobre as reações políticas?
O ministro criticou a ofensiva de parlamentares contra os magistrados do STF, mencionando a recorrência de pedidos de impeachment que, segundo ele, são usados como ferramenta para constranger o tribunal. Em tom crítico, Mendes comparou essas ações à tentativa de demonizar o tribunal durante o governo de Jair Bolsonaro, freando políticas que ele descreveu como ‘matança geral’. Ele também mencionou o pedido de indiciamento feito por Alessandro Vieira (MDB-SE) na CPI do Crime Organizado, expressando perplexidade diante das acusações, que ele acredita serem infundadas.