O Governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade), intensificou a descentralização da gestão ambiental no estado com a inauguração de novas sedes regionais até abril de 2026. A iniciativa visa aproximar os serviços técnicos e as políticas públicas de conservação da biodiversidade das comunidades locais em cidades como Soure, Xinguara, Redenção, Parauapebas e Marabá. A estratégia busca garantir maior agilidade na implementação de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à preservação dos ecossistemas paraenses.
De acordo com informações da Agência Pará, a instalação dessas unidades regionais permite que o Estado atue de forma mais presente e resolutiva, adaptando-se às necessidades específicas de cada território. O movimento de interiorização facilita o diálogo entre o poder público e as comunidades rurais, além de fortalecer parcerias com as gestões municipais para a execução de programas ambientais.
Como a descentralização beneficia o interior do Pará?
O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destaca que a presença física do órgão em diferentes regiões é fundamental para a eficácia das políticas institucionais. A proximidade física reduz a burocracia e acelera a entrega de resultados para a população que depende diretamente dos recursos florestais.
“A implantação de novos escritórios reforça a estratégia de interiorização das ações do Instituto em diferentes regiões do Pará. Com essas unidades, ampliamos nossa presença institucional, aproximamos o diálogo com as comunidades e parceiros locais e garantimos mais agilidade na implementação de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável”
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Um exemplo prático dessa expansão é a unidade de Redenção, entregue no mês de março. O escritório já coordena o atendimento em diversos municípios vizinhos, incluindo Santa Maria das Barreiras, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Bannach, Rio Maria, Pau D’Arco, Floresta do Araguaia e Santana do Araguaia. Essa capilaridade permite que o suporte técnico chegue a áreas anteriormente desassistidas pela sede central.
Quais são as metas dos novos viveiros de mudas?
Além da estrutura administrativa, o projeto inclui a instalação de equipamentos de fomento à produção, como o viveiro de mudas inaugurado na Escola Municipal Antonieta de Lourdes, em Redenção. Este espaço possui capacidade para produzir entre 15 mil e 20 mil mudas, que serão destinadas à recuperação de áreas degradadas e à implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), integrando a produção rural com a conservação ambiental.
A gerente do escritório de Redenção, Cleila Araújo, reforça que a presença do órgão no local permite uma atuação alinhada à realidade de cada microrregião. Segundo a gestora, estar presente no campo possibilita que as políticas públicas sejam acessíveis e resolutivas.
“Quando um órgão estadual sai da capital, ele passa a ser presente, acessível e resolutivo, dá mais agilidade para as políticas públicas, permite atuar dentro da realidade de cada região e suas respectivas necessidades e desafios.”
De que forma o escritório de Xinguara contribui para o setor?
Em Xinguara, o novo escritório serve como um ponto de articulação para o apoio à produção rural sustentável e à educação ambiental. As atividades desenvolvidas na unidade englobam diversos eixos de atuação técnica:
- Recuperação de áreas degradadas e projetos de reflorestamento;
- Educação ambiental em escolas e comunidades locais;
- Incentivo à participação social na gestão dos territórios;
- Apoio a cadeias produtivas de madeira legal e sementes;
- Fomento à agricultura familiar para geração de renda sustentável.
Para Gilvan Santos, gerente da unidade em Xinguara, a sede local encurta distâncias. Anteriormente, os moradores e produtores da região precisavam se deslocar até Marabá para obter suporte do Instituto. Agora, os recursos técnicos e o conhecimento estão integrados ao cotidiano do sul do Pará, facilitando o manejo correto da floresta sem comprometer a produtividade econômica.
Como funciona o Projeto Sistemas Agroflorestais (Prosaf)?
O fortalecimento do Projeto Sistemas Agroflorestais (Prosaf) é um dos pilares centrais da atuação dos novos escritórios, incluindo os de Parauapebas e Soure. O programa incentiva a integração entre o plantio de culturas agrícolas e espécies florestais, promovendo um equilíbrio ecológico que permite ao produtor rural recuperar o solo enquanto gera sustento. Essa abordagem é considerada essencial para o cumprimento das metas ambientais do estado, visando a redução do desmatamento e o fomento de uma economia verde de baixo impacto.