O Flipper One, sucessor do Flipper Zero, é descrito como um computador Linux de bolso com proposta mais avançada para uso em segurança digital e pode ser lançado em 2026, segundo artigo publicado em 30 de março de 2026. O dispositivo foi apresentado em imagens e informações atribuídas ao fundador da Flipper Devices e teria um projeto mais robusto, modular e voltado a usuários experientes. De acordo com informações da ZDNET, a nova versão deve abandonar parte dos recursos integrados do modelo anterior para apostar em mais poder de processamento e no sistema Debian Linux.
O texto original destaca que o Flipper Zero ganhou popularidade por reunir, em um aparelho portátil, ferramentas de leitura, cópia e emulação de RFID, NFC, controles por rádio, iButtons, cartões digitais, interface GPIO e emissor infravermelho. A proposta, segundo a publicação, ajudou a tornar o equipamento acessível até para iniciantes, além de servir como ferramenta educacional em temas como cibersegurança e tecnologias sem fio. No Brasil, aparelhos desse tipo costumam atrair atenção por envolverem radiofrequência e telecomunicações, áreas sujeitas à regulação da Anatel.
O que muda do Flipper Zero para o Flipper One?
A principal mudança apontada é a transição de uma plataforma baseada em firmware próprio de código aberto para um sistema operacional completo. Em vez da estrutura usada no Flipper Zero, o Flipper One deve rodar Debian Linux. A reportagem afirma que, em um primeiro momento, houve menção ao uso do Kali Linux, distribuição voltada a profissionais de segurança, mas rumores indicam que esse plano teria sido abandonado em favor da versão padrão do Debian.
Para suportar esse salto de capacidade, o novo aparelho deve usar uma arquitetura com dois processadores. Um deles seria o Rockchip RK3567, descrito como um chip octa-core presente em equipamentos como painéis interativos, sinalização digital e computadores de placa única. O outro seria um RP2040, chip também usado em placas da Raspberry Pi, encarregado de funções como a interface de usuário.
A tela também deve ser ampliada. Segundo a ZDNET, o display monocromático de 1,4 polegada e resolução de 128 por 64 pixels do Flipper Zero daria lugar a uma tela colorida de 2,39 polegadas com resolução de 256 por 144 pixels. O conjunto ainda incluiria portas Ethernet duplas, duas portas USB-C, uma USB-A e uma interface GPIO de 24 pinos.
Quais recursos o novo aparelho deve trazer?
Entre os pontos citados pela publicação estão conectividade Wi‑Fi e Bluetooth integradas, o que eliminaria a necessidade de uma placa adicional para certas funções sem fio. O equipamento também teria um slot M.2 Key-B, que, segundo o artigo, provavelmente seria destinado a modems celulares, e não a SSDs.
- Processador principal Rockchip RK3567
- Processador secundário RP2040
- Sistema Debian Linux
- Wi‑Fi e Bluetooth integrados
- Duas portas Ethernet
- Duas portas USB-C e uma USB-A
- GPIO de 24 pinos
- Slot M.2 Key-B
Com esse conjunto, o tamanho do aparelho também deve crescer. O texto afirma que ele deixaria de ter dimensões próximas às de um pequeno brinquedo ou game portátil para se aproximar mais de um smartphone espesso. Imagens conceituais compartilhadas pelo fundador da empresa e em fóruns online foram citadas como indicativo desse novo formato.
O que pode sair de cena na nova versão?
Se por um lado o Flipper One deve ganhar potência e flexibilidade, por outro pode perder recursos que ajudaram a definir a identidade do Flipper Zero. O artigo informa que suporte nativo a RFID, NFC e rádio sub-GHz deve ser removido do pacote principal. Esses módulos passariam a ser opcionais.
A mudança é relacionada, na reportagem, às controvérsias que cercaram o Flipper Zero. O texto afirma que o aparelho foi alvo de restrições, incluindo proibição de importação no Canadá e no Brasil, além de impedimento de venda na Amazon.com. Também menciona relatos de apreensões por equipes de segurança em aeroportos. No mercado brasileiro, a relevância desse ponto está no fato de que equipamentos com transmissão sem fio dependem de regras de homologação e uso definidas pela Anatel, o que pode afetar importação e comercialização. Nesse contexto, tornar esses recursos modulares poderia reduzir barreiras regulatórias semelhantes no futuro.
Quando o Flipper One pode ser lançado e para quem ele é voltado?
Segundo a ZDNET, a posição oficial dos desenvolvedores é que o produto ainda está em fase experimental e não tem data oficial de lançamento. Ao mesmo tempo, a publicação afirma ter encontrado indícios que apontariam para uma estreia no verão do hemisfério norte de 2026. Não há preço confirmado, mas a avaliação feita no artigo é de que o novo modelo dificilmente custará menos que o Flipper Zero.
A conclusão apresentada é que o Flipper One, embora seja tratado como sucessor do Flipper Zero, parece mirar um público diferente. Em vez de manter a proposta mais compacta e direta do modelo anterior, a nova versão tende a se posicionar como uma ferramenta mais próxima de um pequeno computador Linux portátil, com foco ampliado em usuários avançados e tarefas mais complexas de segurança digital. Para o público brasileiro, isso ajuda a enquadrar o aparelho menos como um gadget de uso amplo e mais como um dispositivo especializado, sujeito não só ao interesse de entusiastas e profissionais, mas também a exigências regulatórias se houver funções de radiofrequência embarcadas.