Um artigo de opinião publicado na segunda-feira, 20 de abril de 2026, analisa a posição do senador Flávio Bolsonaro, do PL, no campo da direita brasileira e o apresenta como continuidade política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto, assinado por Moisés Mendes, foi publicado no portal DCM e comenta uma coluna de Dora Kramer na Folha, discutindo o discurso de Flávio sobre eleições, seu vínculo com o legado do pai e o cenário de disputa presidencial no Brasil. De acordo com informações do DCM, o artigo sustenta que o senador não pode ser tratado como uma figura política dissociada da trajetória do bolsonarismo.
O texto original parte da leitura de um trecho da jornalista Dora Kramer e contesta a avaliação de que Flávio Bolsonaro estaria apenas fazendo bravatas ao sinalizar que só aceitaria como legítima uma eventual vitória eleitoral. Para o autor, essa interpretação minimiza o histórico recente do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e desconsidera episódios já associados às tensões institucionais pós-eleitorais no país.
Como o artigo caracteriza Flávio Bolsonaro no cenário político?
No centro da argumentação, Moisés Mendes afirma que Flávio Bolsonaro não deve ser visto como uma liderança nova ou desvinculada do sobrenome que carrega. O articulista sustenta que o senador se apresenta como herdeiro direto do projeto político do pai e que o eleitorado já teria referências suficientes sobre sua linha de atuação. A imagem construída no artigo é a de um personagem que não surge como novidade, mas como continuidade.
Ao abordar esse ponto, o autor critica a leitura de que parte do eleitorado ainda não saberia como Flávio Bolsonaro pretende governar. Segundo o texto, o próprio senador já teria afirmado que governaria de modo semelhante ao pai, o que, na avaliação do articulista, afasta a ideia de uma “página em branco” na política nacional.
Quais críticas o autor faz à leitura de Dora Kramer?
O artigo responde diretamente a observações atribuídas à colunista Dora Kramer. Um dos trechos reproduzidos pelo autor diz:
“O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade”.
A partir dessa citação, Moisés Mendes argumenta que classificar esse tipo de manifestação como simples bravata seria um erro de avaliação. No entendimento exposto no artigo, a retórica política associada ao bolsonarismo deve ser analisada à luz de acontecimentos recentes e de suas consequências institucionais e judiciais, conforme a interpretação do próprio autor.
Além disso, o texto afirma que Flávio Bolsonaro tem mantido manifestações que o articulista enquadra como alinhadas a uma retórica golpista, mencionando, entre os exemplos, a articulação por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Essa é a base usada pelo autor para sustentar que o senador permanece inserido no mesmo campo ideológico e estratégico do bolsonarismo.
Qual é a conclusão política apresentada pelo articulista?
Na conclusão, o artigo usa linguagem metafórica para rejeitar a hipótese de que Flávio Bolsonaro possa ser apresentado como uma figura sem passado político próprio ou desconectada de sua origem familiar e partidária. O autor ironiza essa tentativa de separação e sustenta que o senador continua identificado com a extrema direita e com o legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em termos gerais, os principais pontos levantados pelo texto são:
- Flávio Bolsonaro é tratado como continuidade política do bolsonarismo;
- o artigo contesta a avaliação de que suas declarações seriam apenas bravatas;
- o autor critica a ideia de que o senador ainda seria uma incógnita para o eleitor;
- o texto responde diretamente a uma coluna de Dora Kramer publicada na Folha.
Por se tratar de um texto opinativo, o conteúdo reflete a interpretação e os argumentos do articulista sobre o papel de Flávio Bolsonaro no atual debate político brasileiro.