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Flamengo obtém efeito suspensivo no STJD e libera Carrascal

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O Flamengo assegurou um efeito suspensivo junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), órgão máximo da justiça desportiva no país, que garante a escalação do meio-campista Carrascal nas próximas partidas oficiais. De acordo com informações do GE, a decisão provisória anula temporariamente a punição de quatro jogos imposta ao atleta devido a um cartão vermelho direto recebido na Supercopa do Brasil, torneio que reúne os campeões do Brasileirão e da Copa do Brasil, em confronto contra o Corinthians. Com a medida legal concedida, o jogador estrangeiro fica à disposição da comissão técnica rubro-negra para o duelo diante do Red Bull Bragantino, marcado para esta quinta-feira (2), às 21h30, na cidade de Bragança Paulista (SP), além dos compromissos subsequentes até o julgamento final do recurso.

A punição original obrigaria o atleta a cumprir o gancho estipulado em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No entanto, enquanto o mérito definitivo não é reavaliado pela corte desportiva, a liberação atende aos interesses do clube carioca, que buscou vias jurídicas para questionar os prazos processuais da denúncia inicial.

Por que o Flamengo alegou prescrição no julgamento de Carrascal?

A estratégia de defesa da agremiação carioca baseou-se inteiramente na contagem de tempo entre a infração cometida no gramado e o andamento processual nos tribunais. A equipe jurídica apontou a perda de prazo do tribunal para enquadrar o jogador no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições para jogadas violentas.

Os advogados destacaram a seguinte linha do tempo dos acontecimentos:

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  • Dia 1º de fevereiro: data da final da Supercopa do Brasil e momento exato da expulsão do atleta rubro-negro.
  • Dia 11 de fevereiro: data oficial em que a denúncia contra o meio-campista foi formalizada.
  • Dia 30 de março: momento do recebimento da denúncia para a marcação do julgamento no tribunal.

Conforme a tese apresentada, o artigo em questão possui um prazo prescricional de 30 dias. Dessa forma, a prescrição e a consequente extinção da punibilidade deveriam ter ocorrido no dia 1º de março, exatamente 30 dias após a realização da decisão da Supercopa.

Como o tribunal reagiu à tese da defesa rubro-negra?

Apesar dos argumentos temporais detalhados pelo clube, o tribunal rejeitou a tese de prescrição no julgamento ocorrido na quinta-feira anterior à decisão. A corte desportiva considerou o pleito inválido, fundamentando sua decisão na integridade do andamento interno.

O auditor Luiz Gabriel Batista Neves manifestou-se contrariamente ao pedido da defesa, rechaçando a possibilidade de atraso deliberado que justificasse a perda de validade da ação punitiva. O magistrado desportivo declarou oficialmente sobre o tema processual:

Admitir a prescrição seria admitir que houve algum tipo de alteração ou quiçá até prática de crime por algum servidor do tribunal.

Na sequência da argumentação para indeferir o pedido, o auditor justificou que o lapso temporal entre a denúncia e o recebimento teve motivações de caráter puramente técnico, afirmando que a demora “no máximo seria algum erro de sistema”.

Qual é a situação física do atleta após a Data Fifa?

Em paralelo aos desdobramentos judiciais, o meio-campista passou o último período a serviço da seleção nacional da Colômbia durante os compromissos estipulados no calendário internacional. Ele foi o primeiro atleta convocado do elenco a retornar às instalações do clube carioca para a retomada dos treinamentos. O jogador ausentou-se das atividades de segunda-feira (30 de março) no centro de treinamento, mas participou normalmente das movimentações físicas na terça-feira (31).

Durante os amistosos internacionais preparatórios, o atleta não conseguiu se firmar entre os titulares constantes. Na quinta-feira da semana anterior (26 de março), ele iniciou no banco de reservas contra a Croácia, entrando aos 17 minutos da etapa complementar para substituir o compatriota James Rodríguez em confronto que terminou com derrota sul-americana. A sua atuação neste primeiro jogo foi considerada contestada, apontando que ele não conseguiu aproveitar bem a oportunidade oferecida pela comissão técnica nacional.

Posteriormente, no último domingo (29 de março), a seleção da Colômbia viajou até Washington, nos Estados Unidos, onde enfrentou a seleção da França. No revés colombiano por um placar de três a um contra os franceses, o atleta do time brasileiro não foi utilizado no gramado e permaneceu apenas no banco de reservas durante a totalidade do tempo regulamentar.

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