Gianinna Maradona, filha do lendário jogador de futebol Diego Maradona, afirmou que a família foi manipulada pela equipe médica nas semanas anteriores à morte do ex-jogador. A declaração foi feita durante o julgamento que investiga possíveis negligências no tratamento. De acordo com informações do DCM, Gianinna mencionou três profissionais específicos: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.
Em seu depoimento, Gianinna expressou seu sentimento de traição: “A manipulação foi total e horrível, eu me sinto como uma idiota”. Além disso, ela destacou que confiou nos médicos que, segundo ela, manipularam a família, resultando na perda do avô de seus filhos e sobrinhos. Diego Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral realizada para tratar um coágulo. Na ocasião, ele estava em tratamento domiciliar e exames apontaram infarto como a causa da morte.
Quais são as acusações contra os profissionais de saúde?
As acusações fazem parte de um processo maior envolvendo sete réus, incluindo Luque, Cosachov e Díaz. Também respondem ao processo Nancy Forlini, Mariano Perroni, Pedro Pablo Di Spagna e Ricardo Almiro. Se condenados, eles podem enfrentar penas entre oito e 25 anos de prisão. Gianinna relatou que Luque recomendou internação domiciliar como a melhor opção, algo que, segundo ela, foi decidido após ouvir gravações de áudio do próprio médico.
Por que o processo foi anulado anteriormente?
Em maio de 2025, o processo chegou a ser anulado devido a questionamentos sobre a participação de uma juíza em um documentário sobre o caso. No entanto, as investigações foram retomadas, gerando novas audiências e depoimentos, como o de Gianinna Maradona, que busca responsabilizar aqueles que considera culpados pela morte de seu pai.
“Luque nos disse que a melhor opção era a internação domiciliar intensiva. Nunca me esquecerei daquela gravação de áudio de Leopoldo Luque”, afirmou Gianinna.