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Ferramenta blog-to-newsletter ganha novo tipo de conteúdo, explica Simon Willison

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Simon Willison relatou como atualizou sua ferramenta blog-to-newsletter para incluir um novo tipo de conteúdo chamado beats, usado em seu blog para reunir publicações feitas em outros lugares. O texto foi publicado em 18 de abril de 2026 no site do autor e detalha o prompt utilizado, o repositório consultado como referência, a forma de teste e a mudança final aplicada ao código para que a newsletter passe a exibir itens com descrição, em linha com o funcionamento do feed Atom do site. De acordo com informações do Simon Willison’s Weblog, a alteração foi feita com apoio do Claude Code na web.

Willison contextualiza que envia, cerca de uma vez por semana, uma newsletter gratuita no Substack com conteúdos copiados de seu blog. Para isso, ele usa a ferramenta blog-to-newsletter, descrita como um aplicativo em HTML e JavaScript que busca os conteúdos mais recentes em uma instância do Datasette e os formata em HTML rico, pronto para ser colado no editor do Substack.

O que são os beats e por que eles passaram a entrar na newsletter?

Segundo o autor, os beats são um novo tipo de conteúdo criado para registrar materiais publicados em outras plataformas. Nessa categoria entram, por exemplo, lançamentos de projetos de código aberto, novas ferramentas, museus visitados e outros conteúdos externos. A intenção de Willison era fazer com que esse material também aparecesse na newsletter gerada por sua ferramenta.

O texto informa que nem todos os beats são necessariamente relevantes para destaque. Por isso, o blog do autor permite adicionar descrições extras a esses registros. Além de ampliar o contexto, essas anotações funcionam como um marcador editorial para indicar quais itens são mais interessantes. Esse mesmo critério já era usado para definir o que entrava no feed Atom do site, e foi esse comportamento que ele pediu para o agente reproduzir na ferramenta de newsletter.

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Como foi o prompt usado por Simon Willison?

Willison reproduz o comando enviado ao Claude Code. O prompt pedia, primeiro, para clonar o repositório simonw/simonwillisonblog no diretório /tmp como referência. Em seguida, solicitava a atualização do arquivo blog-to-newsletter.html para incluir beats com descrições, de forma semelhante ao feed Atom do blog. Por fim, orientava a executar um servidor local com python -m http.server e usar uvx rodney –help para testar o resultado, comparando o que aparecia na newsletter com a página inicial de simonwillison.net.

Na avaliação do autor, esse comando curto conseguiu resolver uma tarefa relativamente ampla. Ele argumenta que pedir a clonagem de outro repositório é um atalho útil para explicar problemas complexos, já que o agente pode consultar diretamente o código-fonte e o esquema de dados relevantes. O uso de /tmp, segundo ele, ajuda a evitar que o código de referência seja incluído por engano em um commit posterior.

  • Clonagem do repositório de referência em /tmp
  • Atualização do arquivo blog-to-newsletter.html
  • Inclusão apenas de beats com descrição
  • Teste com servidor local em localhost
  • Comparação com a página inicial do blog

Qual alteração foi feita no código da ferramenta?

De acordo com o relato, o pull request resultante aplicou a mudança que Willison considerou correta. A atualização adicionou uma cláusula extra de UNION à consulta SQL que busca o conteúdo do blog. Esse trecho passou a selecionar itens da tabela blog_beat, excluindo registros marcados como rascunho e também os beats sem conteúdo no campo note.

O autor também afirma que o sistema encontrou um mapeamento entre tipos de beat e seus nomes formais de exibição. Entre os valores citados no texto estão release, til, til_update, research, tool e museum. Willison atribui essa inferência à leitura da definição do Django ORM durante a exploração do código de referência.

Por que o autor destaca o método de validação?

Willison sustenta que agentes de programação funcionam melhor quando recebem um mecanismo claro de validação. Nesse caso, a verificação envolvia não apenas modificar o código, mas também conferir se a ferramenta estava efetivamente recuperando e exibindo os dados mais recentes. Ele observou que costuma pedir a execução com python -m http.server porque já teve problemas anteriores com aplicações que fazem requisições e falham quando abertas diretamente como arquivo local, em vez de rodarem a partir de um servidor localhost.

O texto também menciona o uso do Rodney, descrito como um software de automação de navegador que pode ser instalado com uvx. Segundo o autor, a opção –help foi pensada para ensinar ao agente o necessário para operar a ferramenta. Para ele, orientar a comparação entre a newsletter gerada e a homepage do blog foi suficiente para permitir uma checagem confiável do resultado.

Ao final, Willison resume que usar uma base de código como referência é um atalho poderoso para comunicar conceitos complexos com poucas instruções adicionais no prompt. O artigo integra o guia Agentic Engineering Patterns e apresenta esse caso como exemplo prático de como uma solicitação curta pode produzir uma alteração precisa quando há contexto técnico e critérios de teste bem definidos.

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