Fazendeiros nos Estados Unidos estão rejeitando ofertas milionárias de gigantes da tecnologia interessadas em desenvolver centros de dados em áreas rurais. De acordo com informações do Ars Technica, essas propostas, que muitas vezes ultrapassam o valor das propriedades, não têm sido suficientes para convencer os agricultores a venderem suas terras.
Por que os fazendeiros estão recusando as ofertas?
Os agricultores têm uma forte ligação com suas terras, que cultivam há décadas, e não estão dispostos a colocar um preço em algo que amam. Além disso, a falta de transparência nas negociações tem sido um fator decisivo para a recusa. Muitas vezes, as ofertas chegam por meio de intermediários que não revelam quem está interessado na compra ou como a terra será utilizada.
Quais são os desafios enfrentados pelas empresas de tecnologia?
Com a crescente demanda por centros de dados para suportar o crescimento da inteligência artificial, as empresas de tecnologia estão de olho em áreas rurais devido a fatores como proteções de zoneamento fracas, energia barata e abundância de água. No entanto, a resistência dos fazendeiros tem frustrado os planos de expansão. Um exemplo é a fazendeira de 82 anos, Ida Huddleston, que recusou uma oferta de US$ 33 milhões por suas terras em Kentucky.
Como a falta de transparência afeta as negociações?
Huddleston e outros fazendeiros descobriram que precisariam assinar acordos de confidencialidade apenas para saber quem estava interessado em suas terras. A falta de clareza sobre os planos para a terra é um problema significativo, pois os fazendeiros querem saber como suas terras serão utilizadas. Huddleston, ao recusar a oferta, afirmou:
“Você não tem o suficiente para me comprar. Eu não estou à venda. Me deixe em paz, estou satisfeita.”
Fonte original: Ars Technica