Um executivo de uma grande operadora presente no Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona, avalia que a discussão sobre o **fair share** (cobrança pelo uso da rede) teve um papel importante em abrir caminho para conversas comerciais entre empresas de telecomunicações e **big techs**. O tema, central em edições anteriores do evento, não foi sequer mencionado nos painéis principais deste ano.
De acordo com informações da Teletime, a avaliação do executivo surgiu ao ser questionado sobre os impactos da nova associação criada a partir da Aliança da Internet Aberta (agora DIG.IA) para representar os interesses das empresas de infraestrutura de dados. Segundo ele, as relações entre as empresas melhoraram.
O executivo aponta como exemplos dessa melhora as parcerias para distribuição de conteúdo por streaming, a otimização do tráfego pelas próprias **big techs** (que buscam comprimir dados para consumir menos banda), os acordos em ferramentas de mensagem avançada (RCS) e os investimentos das empresas de internet em redes de distribuição de conteúdo (CDNs).
“Diria que a relação é hoje muito mais madura”, afirma o executivo.
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Se, por um lado, não há acordos comerciais diretos relacionados ao tráfego gerado nas redes, como defendiam as empresas de telecomunicações, existem outros acordos que tornam a relação mais equilibrada, segundo a fonte.
Quais foram os sinais de melhora na relação entre teles e big techs?
O executivo destaca:
- Parcerias para distribuição de conteúdo por streaming.
- Otimização do tráfego pelas próprias big techs.
- Acordos em ferramentas de mensagem avançada (RCS).
- Investimentos das empresas de internet em redes de distribuição de conteúdo (CDNs).
Qual a preocupação das operadoras no Brasil?
No Brasil, as operadoras ainda têm uma preocupação: evitar a proibição legal de modelos de negócios. O PL 469/2024, por exemplo, proíbe qualquer modelo baseado na cobrança de taxa de uso de rede.
