Os Estados Unidos ordenaram a retirada de trabalhadores não essenciais de sua embaixada em Beirute, no Líbano, em resposta às crescentes tensões com o Irã. A decisão ocorre em meio às ameaças do presidente Donald Trump de atacar o país persa, que mantém laços estreitos com o grupo extremista libanês Hezbollah. De acordo com informações do G1, a medida visa garantir a segurança do pessoal americano.
Por que os EUA decidiram retirar seu pessoal?
“Esta é uma medida temporária destinada a garantir a segurança de nosso pessoal, mantendo nossa capacidade de operar e auxiliar cidadãos americanos”, afirmou um alto funcionário do Departamento de Estado, sob condição de anonimato. Cerca de 40 funcionários deixaram a embaixada pelo aeroporto internacional de Beirute, segundo uma fonte de segurança libanesa ouvida pela AFP. A ordem prevê a saída de funcionários que não desempenham funções essenciais e de familiares, mas a embaixada continuará em funcionamento.
Qual é o contexto das tensões entre EUA e Irã?
O presidente Trump determinou um reforço significativo de forças americanas no Oriente Médio, ameaçando atacar o Irã caso não haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A retirada de pessoal ocorre após o Hezbollah convocar a “resistência” em resposta à morte de oito de seus integrantes em um ataque israelense durante uma reunião no leste do Líbano.
Quais são as implicações para a segurança regional?
O ambiente de segurança na região é continuamente avaliado, e a decisão de restringir a presença ao pessoal essencial foi considerada prudente. “Avaliamos continuamente o ambiente de segurança e, com base na última revisão, consideramos prudente restringir nossa presença ao pessoal essencial”, reiterou o funcionário do Departamento de Estado.