Os Estados Unidos enviarão negociadores a Islamabad, no Paquistão, nesta segunda-feira, 20, para uma nova rodada de conversas com o Irã, segundo declaração do presidente americano, Donald Trump, publicada nas redes sociais. O anúncio foi feito no contexto da escalada de tensão no Estreito de Ormuz, após acusações de violação de cessar-fogo e relatos de ataques a embarcações comerciais. De acordo com informações do Diario do Centro do Mundo, Trump não detalhou quais representantes americanos participarão do encontro.
Na mesma publicação, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao abrir fogo no sábado, 18, no Estreito de Ormuz. Ao comentar a proposta apresentada por Washington, o presidente americano também fez uma ameaça direta contra a infraestrutura iraniana.
“Se eles não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”
O que Trump disse sobre a nova rodada de negociações?
Segundo o relato publicado, Trump informou que representantes dos Estados Unidos estariam em Islamabad para tentar avançar nas tratativas com Teerã. O presidente mencionou a viagem dos negociadores, mas não identificou os nomes dos enviados nem apresentou detalhes sobre o formato da reunião.
A declaração foi feita ao mesmo tempo em que o governo americano reforçou acusações contra o Irã por episódios registrados no Estreito de Ormuz. O texto original também menciona que, na visão de Trump, disparos feitos na região representariam uma violação total do acordo de cessar-fogo.
Qual foi a resposta das autoridades iranianas?
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o país manterá restrições à navegação enquanto continuarem as sanções impostas pelos Estados Unidos. Em entrevista à TV estatal, ele defendeu a posição de Teerã sobre o controle do tráfego na área.
“É impossível que outros passem pelo Estreito de Ormuz enquanto nós não podemos”
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, também criticou a atuação americana nas negociações. Segundo o texto, ele avaliou que as decisões de Washington colocam em risco a comunidade internacional e a economia global.
“os americanos estão colocando em risco a comunidade internacional e a economia global”
Por que o Estreito de Ormuz está no centro da crise?
A tensão na região aumentou após relatos de ataques a embarcações comerciais durante a travessia do estreito. De acordo com autoridades citadas no material original, navios foram alvo de disparos, o que levou parte do tráfego marítimo a interromper rotas na área.
O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, o que amplia o impacto internacional de qualquer escalada militar ou diplomática na região. Por isso, o impasse entre Estados Unidos e Irã ultrapassa o campo bilateral e afeta mercados e cadeias de abastecimento.
O que pode acontecer nas próximas negociações no Paquistão?
Segundo a publicação, mediadores paquistaneses tentam viabilizar um novo acordo antes do fim da trégua de duas semanas. As conversas ocorrem em meio à pressão simultânea de fatores militares, econômicos e diplomáticos, o que mantém o cenário descrito como instável.
Os principais elementos citados no texto para o avanço ou agravamento da crise são:
- envio de negociadores dos Estados Unidos a Islamabad;
- acusação americana de violação do cessar-fogo;
- restrições iranianas à navegação no Estreito de Ormuz;
- relatos de ataques a embarcações comerciais;
- tentativa de mediação do Paquistão antes do fim da trégua.
Apesar da nova rodada de tratativas, o texto aponta risco de retomada do conflito caso não haja entendimento entre as partes. Até o momento, não foram informados detalhes adicionais sobre a composição da delegação americana nem sobre eventuais condições aceitas por Washington e Teerã.