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EUA e Irã vão ao Paquistão para negociar cessar-fogo em meio a impasse

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Delegações dos Estados Unidos e do Irã se preparam para ir ao Paquistão neste fim de semana para uma nova tentativa de negociação por cessar-fogo, em meio a um cenário de incerteza diplomática e sem previsão de diálogo direto entre os dois países. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados norte-americanos devem chegar no sábado, dia 25. As conversas ocorrem com mediação do governo paquistanês, diante da expectativa de retomada das tratativas após uma tentativa frustrada no início da semana.

De acordo com informações do DCM, Teerã descartou encontros diretos com representantes de Washington. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que nenhuma reunião está planejada entre os dois lados, e que as posições do país serão transmitidas por intermédio do Paquistão, que atua como mediador nas conversas.

Quem participa das negociações em Islamabad?

Do lado iraniano, Abbas Araghchi já chegou à capital paquistanesa. Pelos Estados Unidos, são esperados Steve Witkoff e Jared Kushner, citados como integrantes da comitiva que participará das tratativas. Antes da negativa iraniana sobre um encontro direto, a Casa Branca havia informado que ambos estariam envolvidos em conversas com o chanceler do Irã.

A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou, segundo o texto original, que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias. Ainda assim, a falta de interlocução direta entre Teerã e Washington mantém a negociação cercada de dúvidas sobre seu alcance imediato.

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O que disseram Irã e Estados Unidos sobre o diálogo?

O texto informa que um porta-voz da chancelaria iraniana declarou que

“nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”

. A posição reforça a estratégia iraniana de evitar contato direto, mantendo o Paquistão como canal diplomático entre os dois governos.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom cauteloso ao comentar as tratativas. Segundo o artigo original, ao ser questionado sobre com quem Washington dialoga, ele disse:

“Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”

. Trump também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora tenha dito que não conhece os detalhes.

Qual é o papel do Paquistão nessa mediação?

Nos bastidores, fontes paquistanesas mencionadas pelo texto apontam que equipes de logística e segurança dos Estados Unidos já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo paquistanês confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a importância diplomática das conversas indiretas.

O papel do Paquistão, portanto, é o de mediador entre os dois países em um momento em que não há disposição iraniana para reuniões frente a frente. Esse formato tenta preservar o diálogo mesmo sem normalização do canal direto entre as partes envolvidas.

Por que a retomada das conversas ocorre agora?

A retomada do diálogo acontece após o fracasso da última tentativa de negociação, prevista para terça-feira, dia 21. Na ocasião, o Irã alegou não estar pronto, e a delegação norte-americana não deixou Washington. Ainda segundo o texto, no mesmo dia Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

O contexto regional também pressiona por avanços. O artigo afirma que a tensão no Estreito de Ormuz continua afetando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, segue sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos, o que mantém os preços do petróleo em volatilidade.

  • O chanceler iraniano já está em Islamabad.
  • Enviados dos Estados Unidos devem chegar no sábado, dia 25.
  • Não há previsão de encontro direto entre Irã e EUA.
  • O Paquistão atua como mediador nas conversas.
  • A tentativa anterior de negociação fracassou na terça-feira, dia 21.

Que outros fatores aumentam a pressão por um cessar-fogo?

Além do impacto no mercado de energia, o texto cita declarações do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que classificou a reabertura do Estreito de Ormuz como vital para o mundo. A avaliação reforça a dimensão internacional do impasse e a pressão por uma saída negociada.

Paralelamente, o conflito no Líbano amplia a instabilidade. Segundo o artigo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou:

“Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”

. Em resposta, o Hezbollah declarou que a trégua não faz

“sentido”

diante dos

“atos de hostilidade”

israelenses. O cenário descrito indica que as negociações no Paquistão acontecem sob pressão regional e sem garantias de avanço concreto.

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