A Polícia do Rio de Janeiro está à procura de quatro jovens suspeitos de estuprarem uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana. O crime, que ocorreu em 31 de janeiro, veio à tona após o relato desesperador da mãe da vítima. De acordo com informações do G1, a adolescente foi atraída para o local por um jovem da mesma idade, com quem já havia se relacionado.
Segundo o depoimento da vítima, ao chegar no apartamento de um amigo do rapaz, outros quatro adultos entraram no quarto onde ela estava com o adolescente e a forçaram a manter relações sexuais com eles. A jovem tentou fugir, mas foi impedida. O exame do Instituto Médico Legal (IML) confirmou as agressões, apontando lesões na região genital, glúteos e costas.
“Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia’”.
A mãe da adolescente relatou o impacto devastador do crime na vida da filha.
“Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa”.
## Quais as acusações contra os suspeitos do estupro?
Os quatro adultos foram indiciados por estupro coletivo qualificado, devido à menoridade da vítima, e por cárcere privado. Eles são considerados foragidos pela polícia. O adolescente, que teria atraído a vítima para o apartamento, teve a representação socioeducativa requerida pelo Ministério Público por atos infracionais análogos a estupro coletivo qualificado.
## Qual a posição do Colégio Pedro II sobre o caso?
A vítima, o adolescente e um dos adultos envolvidos no crime são estudantes do Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino federal mais antigas do país. A reitoria da instituição repudiou a violência e informou que iniciou um processo para desligamento dos dois estudantes, que já tinham histórico de advertências e suspensões por comportamentos inadequados, como agressões.
## O que diz a defesa dos acusados?
A defesa de um dos acusados, João Gabriel Xavier Bertô, declarou que ele ainda não prestou depoimento. A polícia informou que a investigação já apontou a materialidade e a autoria dos suspeitos, dispensando a necessidade de depoimentos prévios. O Jornal Nacional tentou contato com as defesas dos outros envolvidos, mas não obteve resposta.
## Quais as consequências para os agressores?
A mãe da vítima expressou o desejo de que os agressores sejam responsabilizados pelos seus atos.
“Eu só quero que eles paguem, porque não tem que haver outras vítimas”.
