A Estufa Fria, um importante patrimônio histórico e ecológico da cidade do Huambo, está prestes a passar por uma requalificação significativa. De acordo com informações da ANGOP, o governo local anunciou planos para restaurar o espaço, que há décadas perdeu parte de seu brilho original.
Quais são as intervenções planejadas?
O projeto de requalificação inclui diversas intervenções, como a despoluição do lago, instalação de uma estação de tratamento de águas residuais, recuperação das áreas verdes, reabilitação de edifícios, iluminação, muros de vedação, mobiliário urbano e parques infantis. Criada entre 1907 e 1909 por Paiva Couceiro, a estufa é um espaço que introduziu espécies europeias adaptáveis ao clima local.
Qual a importância histórica e ecológica da Estufa Fria?
A Estufa Fria, localizada entre o mercado municipal da zona baixa e o pavilhão multiusos Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúmem, é mais do que um espaço verde; é um legado histórico e científico. O historiador João Afonso destacou que a estufa era um recanto ímpar, construído para visitantes e turistas, com ar natural e invejável.
“A cidade do Huambo, nos anos 1980, tinha ar puro e qualidade ambiental invejável, desconhecida pelos jovens de hoje,”
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afirmou Afonso.
Quais são os benefícios esperados da requalificação?
O ambientalista Raul Chiwale Matateu destacou a relevância ecossistêmica da Estufa Fria, que protege os munícipes de problemas de saúde e alterações climáticas. Ele afirmou que a nascente é um benefício estratégico, transformando o local em um ponto de serviços ambientais.
“A reabilitação pode gerar receitas ao Estado angolano, por ser de interesse turístico,”
ressaltou Matateu.
A requalificação promete revitalizar o coração verde da cidade, estimulando turismo, pesquisa científica e educação ambiental, para atrair visitantes e promover o orgulho local. Fonte original: ANGOP.