Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um jovem usando um aparelho de choque contra um homem em situação de rua na manhã de segunda-feira, 13 de abril de 2026, em Belém, no Pará. As imagens registram o momento em que a vítima, de costas, é surpreendida com descargas elétricas aplicadas por um estudante. De acordo com informações do Poder360, o caso passou a ser alvo de apuração pelo Ministério Público Federal e motivou medidas administrativas do Cesupa.
Segundo a reportagem, os dois jovens envolvidos são estudantes de Direito do Centro Universitário do Estado do Pará. Um deles é apontado como responsável pelos choques, enquanto o outro teria gravado os vídeos. A instituição informou que ambos foram afastados. Um dos citados é Antônio Coelho, filho de Renata Coelho, diretora-geral do Departamento de Trânsito do Pará. O outro é Altemir Sacramento Filho.
Quem são os envolvidos e quais medidas foram adotadas?
Em nota, o Cesupa afirmou que lamenta o episódio e que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso. A instituição declarou ter colaborado com as autoridades policiais e informou que o coordenador do curso de Direito acompanhou as providências na delegacia.
“Além disso, o Cesupa realizará o afastamento imediato dos alunos de suas atividades acadêmicas e abrirá procedimento administrativo interno para a devida apuração dos fatos.”
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
Ainda segundo a nota, o regulamento geral e o código de ética e conduta da instituição serão aplicados para a definição das punições cabíveis. O texto também afirma que o centro universitário mantém compromisso com a transparência e com a colaboração às autoridades para a investigação do episódio.
O que dizem moradores e quais relatos surgiram após os vídeos?
De acordo com moradores da região citados pela reportagem, episódios semelhantes contra pessoas em situação de rua têm ocorrido com frequência. Em alguns casos, jovens que chegam em carros de luxo teriam jogado bombinhas, garrafas e jatos de extintor de incêndio contra essas vítimas.
O Poder360 informou ainda que procurou Renata Coelho para questionar se gostaria de se manifestar sobre o caso envolvendo seu filho, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O veículo disse que o texto seria atualizado caso houvesse manifestação posterior.
Como o Ministério Público passou a atuar no caso?
O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, abriu na segunda-feira, 13 de abril, uma apuração para investigar o caso. O procurador regional Sadi Machado solicitou informações à reitoria do Cesupa, local para onde os jovens teriam ido após o episódio, e fixou prazo de 48 horas para resposta.
Além disso, o MPF apresentou representação criminal ao Ministério Público do Estado do Pará para que os fatos também sejam investigados na esfera penal estadual. O caso, portanto, passou a ter desdobramentos em mais de uma frente institucional.
- Afastamento dos dois estudantes pelo Cesupa
- Abertura de procedimento administrativo interno
- Apuração do caso pelo Ministério Público Federal
- Representação criminal ao Ministério Público do Estado do Pará
- Prazo de 48 horas para envio de informações à reitoria
Houve reação política ao episódio?
A deputada estadual Lívia Duarte, do Psol do Pará, informou na segunda-feira que encaminhou ofícios ao Ministério Público e à instituição de ensino pedindo a apuração do caso e a adoção de providências urgentes. Nas redes sociais, ela afirmou que o episódio evidencia falhas estruturais e políticas na proteção de pessoas mais vulneráveis.
Até a publicação da reportagem original, as investigações estavam em fase inicial. As informações disponíveis se concentram nos vídeos divulgados, nas medidas anunciadas pelo Cesupa e nas providências adotadas pelos órgãos de investigação.