Autoridades dos Estados Unidos afirmaram na sexta-feira, 10 de abril de 2026, que o Irã perdeu o controle das minas instaladas no estreito de Ormuz, principal rota marítima do petróleo global. Segundo o relato, divulgado a partir de informações repassadas ao The New York Times e reproduzidas no Brasil, Teerã não consegue localizar nem remover os explosivos lançados na área, o que amplia a insegurança sobre a navegação no local e pressiona as negociações em curso com Washington.
De acordo com informações do Poder360, autoridades norte-americanas disseram que, em março, o Irã usou pequenas embarcações para lançar as minas no estreito. Os Estados Unidos, porém, não conseguiram monitorar a maior parte dessas operações, o que impede saber com precisão quantos explosivos foram instalados e em quais pontos exatos da via marítima.
O que os Estados Unidos dizem sobre as minas no estreito?
Segundo a reportagem, a avaliação de autoridades dos Estados Unidos é que o Irã não tem capacidade técnica para localizar os artefatos nem recursos para removê-los da região. Esse diagnóstico aumenta a preocupação com a segurança marítima em uma área estratégica para o transporte internacional de petróleo e gás natural liquefeito.
O material publicado também informa que as minas teriam sido posicionadas de forma irregular. Parte dos dispositivos pode ter se deslocado da posição original, enquanto há indícios de que o próprio Irã não registrou corretamente os pontos de instalação. Esse cenário, de acordo com a apuração citada, dificulta qualquer tentativa de controle posterior sobre os explosivos.
Como a situação afeta o tráfego marítimo e o mercado de energia?
A instalação das minas ocorreu depois do início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Conforme o texto original, a medida praticamente interrompeu o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, uma passagem por onde circula cerca de 20% do fluxo global de petróleo. Algumas embarcações ainda recebem autorização para atravessar a área mediante aval iraniano.
O impacto vai além da segurança naval. Como o estreito é uma das principais rotas energéticas do mundo, a instabilidade mantém pressão sobre os preços da energia e amplia efeitos econômicos em escala global. A permanência de explosivos sem localização precisa também contribui para a incerteza em torno da retomada plena da circulação marítima.
- As minas teriam sido lançadas em março, segundo autoridades dos Estados Unidos;
- Washington afirma não saber a quantidade exata de explosivos no local;
- Parte dos dispositivos pode ter mudado de posição;
- O estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Qual é o efeito do impasse nas negociações entre Washington e Teerã?
De acordo com a reportagem, o cenário interfere nas negociações em andamento entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão. Os Estados Unidos defendem a reabertura imediata da rota marítima, enquanto a situação das minas adiciona um novo elemento de tensão às conversas.
Sem clareza sobre a localização dos explosivos e sem confirmação de uma operação de remoção, o impasse segue como fator de risco para a navegação e para o abastecimento energético internacional. No estágio descrito pela reportagem, o foco das autoridades norte-americanas está na reabertura do estreito e na contenção dos efeitos econômicos globais associados à crise.