Todd Lyons, diretor interino do ICE, informou que deixará o comando do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos no fim de maio para seguir para a iniciativa privada. A saída foi divulgada na quinta-feira, 17 de abril de 2026, em meio à pressão sobre a agência responsável por executar a política de deportações em massa do presidente Donald Trump nos Estados Unidos. De acordo com informações do Poder360, Lyons afirmou em carta que a decisão foi motivada por razões familiares.
Segundo o texto, Lyons disse que deixará o posto para passar mais tempo com a família. A publicação cita ainda relatos de jornalistas do The New York Times e do Wall Street Journal sobre a mudança no comando e sobre a confirmação de que o último dia dele no cargo será 31 de maio.
Por que Todd Lyons decidiu deixar o ICE?
Na carta mencionada pela reportagem, Lyons afirmou que liderar a agência foi uma honra, mas disse ter decidido sair para se dedicar mais à família. O texto reproduz uma declaração direta do diretor interino sobre o momento pessoal vivido por ele.
“Meus filhos estão chegando a um momento crucial em suas vidas, e minha esposa e eu queremos passar o máximo de tempo possível com eles”.
— Publicidade —Google AdSense • Slot in-article
“Não foi uma decisão fácil, mas acredito que é a correta neste momento.”
De acordo com a reportagem, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a saída e afirmou que Lyons deve assumir uma posição no setor privado após deixar o governo.
Como foi a gestão de Lyons à frente da agência?
A passagem de Lyons pelo ICE foi marcada por operações contra imigrantes em diferentes cidades dos Estados Unidos. Segundo o artigo original, agentes federais realizaram ações em áreas urbanas para deter migrantes, o que gerou disputas com autoridades locais e críticas de organizações civis.
O texto também informa que casos de mortes durante operações ampliaram a pressão sobre a agência. Em Minneapolis, dois cidadãos norte-americanos desarmados morreram em ações do ICE neste ano, o que provocou protestos e levou o governo a reduzir parte das operações. Ainda segundo a publicação, Trump declarou que “poderia ter tido mais tato”.
Durante audiência no Congresso, Lyons disse que o ICE realizou 379.000 prisões e mais de 475.000 deportações no primeiro ano do governo Trump. A reportagem afirma que ele foi alvo de críticas por não pedir desculpas pelas mortes registradas nas operações.
Que fatores cercam a saída do diretor interino?
A mudança ocorre também semanas depois de alterações no comando do Departamento de Segurança Interna. Segundo o texto, Markwayne Mullin assumiu o cargo após a demissão de Kristi Noem, em meio a controvérsias relacionadas à condução da política migratória.
Nos bastidores, a decisão de Lyons também foi associada a desgaste pessoal. A reportagem cita informação do Politico de que ele enfrentou problemas de saúde ligados ao estresse e chegou a ser hospitalizado durante o período em que esteve à frente da agência.
- Lyons deixará o cargo em 31 de maio;
- a justificativa pública apresentada foi a intenção de passar mais tempo com a família;
- a saída acontece em meio à pressão sobre a política migratória dos EUA;
- a gestão foi marcada por operações de deportação e críticas após mortes em ações do ICE.
O que disseram integrantes do governo sobre a saída?
Aliados do governo elogiaram a atuação de Lyons. Segundo a publicação, Mullin declarou em nota que, sob a liderança do diretor interino, as comunidades americanas ficaram mais seguras. O assessor da Casa Branca Stephen Miller também elogiou a atuação dele nas ações voltadas ao controle de fronteiras.
A saída de Lyons, portanto, ocorre em um contexto de pressão política, críticas à atuação do ICE e mudanças na estrutura de comando da segurança interna dos Estados Unidos. Até o momento, o texto original não informa quem assumirá o posto após a saída do diretor interino.